Diagnóstico de câncer: veja os exames mais indicados

Quanto mais cedo o câncer for identificado, mais eficaz será o tratamento. Jerusa Miqueloto, oncologista do Frischmann Aisengart, recomenda alguns cuidados e exames básicos para homens e mulheres.

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Anualmente, cerca de 60 mil mulheres brasileiras morrem por algum tipo de câncer, segundo dados do Ministério da Saúde. Os dois tipos mais comuns são o câncer de mama, a maior causa de morte por câncer entre mulheres, e os tumores de útero, com cerca de 500 mil casos novos por ano no mundo e diretamente ligado à infecção pelo vírus HPV. A oncologista Jerusa Miqueloto alerta que, se descobertos precocemente, esses dois tipos de câncer podem ser tratados de maneira eficaz.

A especialista explica que alguns dos métodos mais eficientes para diagnosticar as doenças são a mamografia e a citologia oncótica (também conhecida como Papanicolau), esta para avaliar a presença de alterações no tecido do colo do útero. A vacina contra HPV também é muito importante no controle do câncer do colo do útero, e está disponível para meninas e meninos. A Dra. Jerusa ainda recomenda a visita periódica a um ginecologista, pelo menos uma vez ao ano, a partir da primeira menstruação.

Para os homens, os dois exames essenciais para a detecção de câncer são o de próstata e o testicular. O exame de próstata deve ser feito a cada ano a partir dos 40. Mas para quem tem casos no histórico familiar, deve iniciar este exame antes dos 40 anos. Já o exame testicular deve ser feito regularmente, uma vez que o câncer de testículo é o mais comum em homens entre 15 e 35 anos geralmente tem cura, especialmente se for detectado logo. Para este tipo de câncer, o paciente pode se autoexaminar mensalmente, procurando alterações e crescimentos anormais. O exame médico deve ser realizado a cada dois ou três anos.

A Dra. Jerusa afirma que os homens, assim como as mulheres, devem se submeter aos exames laboratoriais. Os principais são: análise completa de urina, fezes e de sangue para verificar índices de lípides (como colesterol e suas frações, triglicérides), glicemia (para diagnóstico de diabetes), contagem de plaquetas, creatinina, ureia e eletrólitos (cálcio, potássio, magnésio e sódio) e radiografia de tórax. Essa avaliação geral também deve contar com exames como eletrocardiograma, teste de esforço e ecodoplercardiograma em cores. Os resultados devem ser avaliados por especialistas e, conforme os resultados, continuam com avaliações e exames mais específicos.

Saúde da gestante: conheça os principais exames

Você sabe quais são os exames recomendados durante a gestação? A médica do Frischmann Aisengart, Dra. Myrna Campagnoli, explica.

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A gravidez é um período único na vida de uma mulher, e é também uma fase que pede cuidados com a saúde em dobro. Por isso, é muito importante que a futura mãe se prepare para meses de cuidado e acompanhamento médico. Assim, a gestação pode ocorrer com tranquilidade e segurança tanto para a mãe quanto para o bebê.

A Dra. Myrna Campagnoli, médica do Frischmann Aisengart, lista quais são os exames essenciais para esse momento, em que fase da gestação devem ser realizados e por que são indispensáveis. Confira:

1º trimestre – Para todas as gestantes

Hemograma completo, exames de sangue, fezes, urina e Papanicolau, que funcionam como um check-up para ver como está a saúde da mãe.

Tipagem sanguínea – para as mulheres com sangue Rh negativo é importante fazer o teste de Coombs indireto para determinar se há anticorpos contra o feto.

Sorologia para citomegalovírus, urina 1 e urocultura, toxoplasmose, rubéola, VDRL (sífilis), hepatite B, hepatite C e anti-HIV (Aids) – para determinar se a gestante já teve contato com as doenças. Em caso positivo, serão tomados todos os cuidados necessários para que o bebê não seja infectado.

Ultrassom básico obstétrico transvaginal.

Glicemia de jejum, para verificar diabetes prévio à gestação.

TSH, T3 total, T4 total e T4 livre, anticorpos antititreoideanos (antitireoglobulina e antitireoperoxidase) – para verificar a presença de hipotireoidismo clínico ou subclínico na mãe.

1º trimestre – Recomendados para mulheres acima dos 35 anos, com histórico familiar de doenças genéticas ou problemas de saúde, como diabetes e hipertensão.

Ultrassonografia – para identificar se o embrião é único ou se é uma gestação de múltiplos, e se ele está implantado corretamente no útero.

Ultrassonografia Translucência Nucal – para calcular parâmetros que indicam o risco de Síndrome de Down.

Teste Integrado de Sangue – para afastar com mais segurança o risco de cromossomopatias.

2º trimestre – Para todas as gestantes

Ultrassom morfológico – analisa a anatomia do feto e mede o tamanho dos ossos e dos órgãos.

Repetir os exames de sangue e urina. É importante para reduzir novos riscos de contaminação de doenças infecciosas.

Glicemia de jejum e teste oral de tolerância à glicose (entre a 24ª e a 28ª semanas), para avaliar o nível de glicose no organismo e que irá diagnosticar o diabetes gestacional.

Ecocardiograma Fetal com Doppler, para analisar a formação das estruturas e funções cardíaca e circulatória do coração do feto.

3º trimestre – Para todas as gestantes

Ultrassom obstétrico e cardiotocografia. É utilizado para observar as contrações uterinas e as oscilações na frequência cardíaca do bebê.

No pré-parto, repetir os exames de laboratório do primeiro trimestre, junto com o coagulograma, para afastar os riscos de trombofilia.

Pesquisa da bactéria estreptococo B na cultura de secreção vaginal, para evitar as infecções neonatais. Se a bactéria for encontrada, ela deve ser eliminada, pois o bebê pode ser contaminado no nascimento ao passar pelo canal vaginal.

Vacinas

A vacinação também é fundamental durante o pré-natal. O ideal é que a futura mamãe já tenha todo o calendário de vacinação completo antes de engravidar. Mas, se não foi possível ou se não houver comprovação da vacinação, o calendário deve ser completado.

As vacinas contra a gripe e contra a hepatite B podem ser aplicadas durante a gestação. A vacina DPT (tríplice bacteriana) pode ser aplicada após a 20ª semana, e deve ser a acelular do tipo adulto.  Em situações especiais a vacina contra a hepatite A e a meningocócica também podem ser aplicadas na gestação. As vacinas de vírus ou bactérias vivas atenuadas (BCG, rubéola, sarampo, caxumba, varicela e febre amarela) são contraindicadas.

Hipertensão na terceira idade: saiba como cuidar

O geriatra do Frischmann Aisengart, Dr. Clovis Cechinel, conta por que a doença é mais comum em idosos e como reduzir seus riscos.

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De acordo com o Ministério da Saúde, em nosso país existem mais de 40 milhões de hipertensos. Na população acima de 60 anos eles são 60%. Isso acontece porque com o passar dos anos e com a idade chegando, a pressão arterial sobe gradativamente, devido ao acúmulo de cálcio nos vasos sanguíneos, que vão ficando mais rijos. Esse aumento da pressão prejudica não apenas os rins, mas também o cérebro e o coração.

O hipertireoidismo, a doença de Paget, a anemia, a deficiência de tiamina, o uso de anti-inflamatórios e anticoncepcionais também podem ser responsáveis pela elevação da pressão. Mas as principais causas podem ser bem mais simples, como dieta rica em sal, sedentarismo, obesidade, além da própria genética individual.

A doença não apresenta sintomas, o que dificulta o diagnóstico e ainda assim pode causar derrame cerebral, infarto, insuficiência renal e cardíaca, além de comprometer os vasos sanguíneos. O Dr. Clovis Cechinel, geriatra do Frischmann Aisengart, explica que quem tem “fatores de risco para hipertensão arterial, histórico familiar de doenças cardiovasculares ou que desejam iniciar atividades físicas”, devem ter atenção especial.

No entanto, situações como dores e alterações emocionais (como crises de ansiedade e pânico) elevam temporariamente a pressão arterial, e por isso, não devem ser levadas em conta para um diagnóstico. Existem casos, ainda, em que a pressão arterial sobe apenas pelo indivíduo estar em um ambiente médico. Essas situações são popularmente conhecidas como “hipertensão do jaleco branco”.

Cechinel afirma que a maior dificuldade para o tratamento de idosos é sua dificuldade para se adaptarem aos anti-hipertensivos. Esse fato ocorre por conta da maior sensibilidade de certos sistemas e órgãos à ação de determinadas drogas e a interação com outros medicamentos que o paciente já utiliza. Assim, o aumento da posologia deve ser lento e gradual, controlando-se rigorosamente seus efeitos e manifestações colaterais.

O geriatra recomenda uma dieta balanceada, evitando a ingestão de sal e gorduras e incluindo cereais, leite e verduras na alimentação. “Nutricionalmente o uso de temperos naturais com alho, limão, ervas, cebola, ao invés de similares industrializados que contêm muito sódio também é adequado”, afirma. Segundo o especialista, é através de hábitos saudáveis e uma alimentação adequada que a hipertensão pode ser controlada. “Apesar do conceito difundido de que é muito difícil mudar hábitos de vida muito antigos, quando a abordagem é feita com bom senso, criando alternativas saudáveis, sem radicalismos, com esclarecimentos dos objetivos e resultados esperados, é possível obter boa aderência, assim como os resultados esperados”, completa.

Conheça melhor a asma

Saiba como identificar os sintomas e entenda a importância do tratamento de uma das doenças crônicas mais comuns do mundo.

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Com certeza você já ouviu falar sobre ou conhece alguém que tem asma. E não é à toa. Ela é uma das doenças crônicas mais comuns em todo o mundo. Só no Brasil, ocorrem cerca de 350 mil internações por asma ao ano. Que tal conhecê-la melhor?

A asma é uma inflamação crônica das vias aéreas. Causa um estreitamento reversível dessas vias, tornando o pulmão da pessoa afetada mais sensível a irritações e dificulta a passagem de ar. Pessoas de todas as faixas etárias podem ser atingidas, Jerusa Miqueloto, médica do Laboratório Frischmann Aisengart explica: “Aproximadamente um terço de todos os pacientes asmáticos possui pelo menos um familiar com a doença e/ou outro tipo de alergia.”.

Fique atento. Mesmo que seus sintomas não sejam tão graves, a asma pode levar à morte se não for tratada adequadamente. Estima-se que no mundo a doença seja responsável por 250 mil mortes anuais. No Brasil, essa taxa é de aproximadamente 2 mil por ano. Com acompanhamento médico, porém, a condição é controlada e seus sintomas chegam a desparecer por meses ou até anos.

Durante os dias mais frios, as crises de asma são mais comuns. Como permanecemos mais tempo em ambientes fechados, ficamos mais suscetíveis à poeira, mofo e fumo. Os principais sintomas são tosse (na maioria das vezes seca), falta de ar, chiado no peito e opressão torácica, mas eles variam bastante entre as pessoas, indo de leves até sintomas mais graves. Jerusa alerta que em casos de sintomas respiratórios como tosse, cansaço ou falta de ar, é muito importante procurar um médico.

Haja coração

O Brasil recebe o maior evento de jogos do mundo e emoção não falta. Estamos torcendo, gritando e nos divertindo. Mas nem tudo é festa. Entenda porquê é importante ficar de olho na saúde durante os jogos.

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Nem todo brasileiro é fanático por futebol, mas é difícil encontrar alguém indiferente a um jogo disputado nos pênaltis. Ainda mais disputando medalha olímpica. E a importância que damos ao jogo tem uma série de consequências sobre o nosso corpo e a nossa mente. Ficamos animados e esperançosos, suamos frio e o coração bate mais rápido. Tudo isso é efeito dos hormônios que caem na nossa corrente sanguínea quando vivemos fortes emoções. O problema é que esses mesmos hormônios também podem ser prejudiciais. Aí, o excesso de emoção pode voltar contra você.

A consciência de que grandes eventos esportivos podem desencadear problemas de saúde é recente, Um estudo feito na Copa do Mundo de 2006 pela Universidade de Munique, na Alemanha, mostrou que a incidência de emergências cardíacas, como infartos, nos dias em que o time alemão entrava em campo era mais que duas vezes maior do que antes dos jogos! E mais: os ataques do coração não estavam relacionados às derrotas ou vitórias da seleção, mas sim à dramaticidade dos jogos. Um dos dias com maior número de infartos foi quando a Alemanha venceu a Argentina nos pênaltis, em 2006, após uma partida emocionante. Mas se o jogo é para divertir, por que isso acontece?

O corpo entende um jogo difícil como situação de perigo. A adrenalina estimula dois tipos de receptores, chamados alfa e beta. Os primeiros estão nos vasos e provocam aumento de pressão. Já os segundos estão no coração, aumentando os batimentos e o consumo de oxigênio. A pressão e a frequência cardíaca sobem para levar mais sangue aos músculos e permite uma reação rápida do corpo. Por isso suamos mesmo fora do campo, isso aumenta a temperatura do corpo, ativa o metabolismo  e faz a pessoa suar.

A adrenalina é um hormônio liberado no sangue pela glândula suprarrenal em situações de estresse. Em uma pessoa saudável, significa apenas que o coração vai bater mais rápido. Mas em um cardiopatia, as consequências podem ser mais graves. Assim como torcedores, os jogadores também correm riscos de saúde. No entanto, os jogadores recebem treinamento físico e psicológico para suportar a tensão. Como o futebol é paixão nacional, as mulheres também precisam ficar de olhos abertos quando o assunto é a saúde cardíaca. Vamos torcer e tentar controlar a ansiedade para o fim do jogo.

Dicas para cuidar da saúde no inverno

A endocrinologista do Frsichmann Aisengart, Dra. Myrna Campagnoli, conta como fortalecer a resistência do corpo.

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Ao contrário do que é comumente pensado, o aumento da incidência de doenças durante o inverno não acontece por conta do enfraquecimento do sistema imunológico. Como explica Myrna Campagnoli, endocrinologista e diretora médica do Laboratório Frischmann Aisengart, a mudança de temperatura não determina a queda da imunidade. Na verdade, durante os dias mais frios, as pessoas tornam-se mais suscetíveis a doenças por permanecerem em lugares fechados e terem maior contato com infectados. Mas se o indivíduo tiver um sistema imunológico saudável, o organismo terá mais chances de combater os vírus e bactérias.

Segundo a especialista, tomar alguns cuidados básicos e manter uma alimentação regrada, a rotina de exercícios físicos e a carteira de vacinação em dia contribui para a resistência do corpo contra doenças, e é essencial em qualquer estação. Para ela, as vacinas são a forma mais eficaz de proteger o corpo contra algumas doenças, como a gripe e outras que podem ocasionar danos permanentes à saúde.

Um dos principais sintomas de baixa imunidade é a dificuldade para se recuperar de complicações, até mesmo as mais simples como herpes, otites, infecções e gripes. Cansaço excessivo e queda de cabelo também são sinais de alerta. Se um ou mais desses indícios se manifestar, um médico deve ser consultado para avaliação.

Entre as causas mais comuns para a baixa no sistema imunológico, segundo a Dra. Myrna são:

Estresse: Quando a pessoa passa por situações de estresse, o organismo produz hormônios que têm ação imunossupressora. Por isso, é importante deixar o nervosismo de lado e incluir as atividades físicas no dia a dia para liberar a tensão.

Dormir mal: O sono é fundamental para diminuir os níveis de estresse do organismo. Sem ele, ficamos mais suscetíveis às doenças. Para adultos, recomenda-se de sete a oito horas de sono diárias.

Falta de vitamina C: Se for consumida isoladamente, sem o balanceamento de outros nutrientes, a vitamina C não será de muita valia. Para aumentar a imunidade, tenha uma dieta equilibrada e procure consumir alimentos ricos em zinco (presente em castanhas, cogumelos e grãos), vitamina A (presente na cenoura, milho e abóbora) e vitamina E (presente em grãos, como o milho e a canola).

Intolerância ao glúten: entenda a doença celíaca

O endocrinologista do Laboratório Frischmann Aisengart, Dr. Alexandre Menna Barreto, fala sobre os sintomas e tratamento da doença.

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Você sabia que cerca de 1% da população brasileira é intolerante ao glúten? Segundo o Dr. Alexandre Menna Barreto, a doença é mais frequente entre as mulheres, mas o diagnóstico em homens e crianças vem crescendo nos últimos anos. A doença celíaca é uma condição autoimune que causa a inflamação crônica do intestino delgado. Essa inflamação leva à alteração na absorção de nutrientes.

Algumas pessoas apresentam os sintomas clássicos da doença, que são gastrintestinais (diarreia ou constipação, dor e distensão abdominal) e extraintestinais (fadiga, uma doença cutânea benigna chamada de dermatite herpetiforme, anemia, osteoporose). Mas a intolerância ao glúten também pode ser assintomática, dificultando seu diagnóstico. “Em crianças, muitas vezes a única manifestação da doença é o déficit de crescimento”, diz o médico.

Para tratar a doença, uma dieta isenta de glúten deve ser feita ao longo da vida. Normalmente há recuperação total das alterações intestinais e uma grande melhora na qualidade de vida.

Quem possui outras doenças autoimunes, como diabetes do tipo 1 e tireoidite autoimune, bem como histórico familiar de doença celíaca, deve ter cuidado redobrado e seus exames sempre em dia. “É preciso se submeter a exames específicos, assim como à avaliação do gastroenterologista, para que haja comprovação”, afirma o Dr. Alexandre.

Atualmente a investigação é realizada por testes sorológicos, entre os quais os anticorpos antitransglutaminase IgA, anticorpo antiendomísio IgA e anticorpo antigliadina, além de biópsia do intestino, quando indicada.