Conheça melhor a asma

Saiba como identificar os sintomas e entenda a importância do tratamento de uma das doenças crônicas mais comuns do mundo.

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Com certeza você já ouviu falar sobre ou conhece alguém que tem asma. E não é à toa. Ela é uma das doenças crônicas mais comuns em todo o mundo. Só no Brasil, ocorrem cerca de 350 mil internações por asma ao ano. Que tal conhecê-la melhor?

A asma é uma inflamação crônica das vias aéreas. Causa um estreitamento reversível dessas vias, tornando o pulmão da pessoa afetada mais sensível a irritações e dificulta a passagem de ar. Pessoas de todas as faixas etárias podem ser atingidas, Jerusa Miqueloto, médica do Laboratório Frischmann Aisengart explica: “Aproximadamente um terço de todos os pacientes asmáticos possui pelo menos um familiar com a doença e/ou outro tipo de alergia.”.

Fique atento. Mesmo que seus sintomas não sejam tão graves, a asma pode levar à morte se não for tratada adequadamente. Estima-se que no mundo a doença seja responsável por 250 mil mortes anuais. No Brasil, essa taxa é de aproximadamente 2 mil por ano. Com acompanhamento médico, porém, a condição é controlada e seus sintomas chegam a desparecer por meses ou até anos.

Durante os dias mais frios, as crises de asma são mais comuns. Como permanecemos mais tempo em ambientes fechados, ficamos mais suscetíveis à poeira, mofo e fumo. Os principais sintomas são tosse (na maioria das vezes seca), falta de ar, chiado no peito e opressão torácica, mas eles variam bastante entre as pessoas, indo de leves até sintomas mais graves. Jerusa alerta que em casos de sintomas respiratórios como tosse, cansaço ou falta de ar, é muito importante procurar um médico.

Haja coração

O Brasil recebe o maior evento de jogos do mundo e emoção não falta. Estamos torcendo, gritando e nos divertindo. Mas nem tudo é festa. Entenda porquê é importante ficar de olho na saúde durante os jogos.

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Nem todo brasileiro é fanático por futebol, mas é difícil encontrar alguém indiferente a um jogo disputado nos pênaltis. Ainda mais disputando medalha olímpica. E a importância que damos ao jogo tem uma série de consequências sobre o nosso corpo e a nossa mente. Ficamos animados e esperançosos, suamos frio e o coração bate mais rápido. Tudo isso é efeito dos hormônios que caem na nossa corrente sanguínea quando vivemos fortes emoções. O problema é que esses mesmos hormônios também podem ser prejudiciais. Aí, o excesso de emoção pode voltar contra você.

A consciência de que grandes eventos esportivos podem desencadear problemas de saúde é recente, Um estudo feito na Copa do Mundo de 2006 pela Universidade de Munique, na Alemanha, mostrou que a incidência de emergências cardíacas, como infartos, nos dias em que o time alemão entrava em campo era mais que duas vezes maior do que antes dos jogos! E mais: os ataques do coração não estavam relacionados às derrotas ou vitórias da seleção, mas sim à dramaticidade dos jogos. Um dos dias com maior número de infartos foi quando a Alemanha venceu a Argentina nos pênaltis, em 2006, após uma partida emocionante. Mas se o jogo é para divertir, por que isso acontece?

O corpo entende um jogo difícil como situação de perigo. A adrenalina estimula dois tipos de receptores, chamados alfa e beta. Os primeiros estão nos vasos e provocam aumento de pressão. Já os segundos estão no coração, aumentando os batimentos e o consumo de oxigênio. A pressão e a frequência cardíaca sobem para levar mais sangue aos músculos e permite uma reação rápida do corpo. Por isso suamos mesmo fora do campo, isso aumenta a temperatura do corpo, ativa o metabolismo  e faz a pessoa suar.

A adrenalina é um hormônio liberado no sangue pela glândula suprarrenal em situações de estresse. Em uma pessoa saudável, significa apenas que o coração vai bater mais rápido. Mas em um cardiopatia, as consequências podem ser mais graves. Assim como torcedores, os jogadores também correm riscos de saúde. No entanto, os jogadores recebem treinamento físico e psicológico para suportar a tensão. Como o futebol é paixão nacional, as mulheres também precisam ficar de olhos abertos quando o assunto é a saúde cardíaca. Vamos torcer e tentar controlar a ansiedade para o fim do jogo.

Dicas para cuidar da saúde no inverno

A endocrinologista do Frsichmann Aisengart, Dra. Myrna Campagnoli, conta como fortalecer a resistência do corpo.

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Ao contrário do que é comumente pensado, o aumento da incidência de doenças durante o inverno não acontece por conta do enfraquecimento do sistema imunológico. Como explica Myrna Campagnoli, endocrinologista e diretora médica do Laboratório Frischmann Aisengart, a mudança de temperatura não determina a queda da imunidade. Na verdade, durante os dias mais frios, as pessoas tornam-se mais suscetíveis a doenças por permanecerem em lugares fechados e terem maior contato com infectados. Mas se o indivíduo tiver um sistema imunológico saudável, o organismo terá mais chances de combater os vírus e bactérias.

Segundo a especialista, tomar alguns cuidados básicos e manter uma alimentação regrada, a rotina de exercícios físicos e a carteira de vacinação em dia contribui para a resistência do corpo contra doenças, e é essencial em qualquer estação. Para ela, as vacinas são a forma mais eficaz de proteger o corpo contra algumas doenças, como a gripe e outras que podem ocasionar danos permanentes à saúde.

Um dos principais sintomas de baixa imunidade é a dificuldade para se recuperar de complicações, até mesmo as mais simples como herpes, otites, infecções e gripes. Cansaço excessivo e queda de cabelo também são sinais de alerta. Se um ou mais desses indícios se manifestar, um médico deve ser consultado para avaliação.

Entre as causas mais comuns para a baixa no sistema imunológico, segundo a Dra. Myrna são:

Estresse: Quando a pessoa passa por situações de estresse, o organismo produz hormônios que têm ação imunossupressora. Por isso, é importante deixar o nervosismo de lado e incluir as atividades físicas no dia a dia para liberar a tensão.

Dormir mal: O sono é fundamental para diminuir os níveis de estresse do organismo. Sem ele, ficamos mais suscetíveis às doenças. Para adultos, recomenda-se de sete a oito horas de sono diárias.

Falta de vitamina C: Se for consumida isoladamente, sem o balanceamento de outros nutrientes, a vitamina C não será de muita valia. Para aumentar a imunidade, tenha uma dieta equilibrada e procure consumir alimentos ricos em zinco (presente em castanhas, cogumelos e grãos), vitamina A (presente na cenoura, milho e abóbora) e vitamina E (presente em grãos, como o milho e a canola).

Intolerância ao glúten: entenda a doença celíaca

O endocrinologista do Laboratório Frischmann Aisengart, Dr. Alexandre Menna Barreto, fala sobre os sintomas e tratamento da doença.

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Você sabia que cerca de 1% da população brasileira é intolerante ao glúten? Segundo o Dr. Alexandre Menna Barreto, a doença é mais frequente entre as mulheres, mas o diagnóstico em homens e crianças vem crescendo nos últimos anos. A doença celíaca é uma condição autoimune que causa a inflamação crônica do intestino delgado. Essa inflamação leva à alteração na absorção de nutrientes.

Algumas pessoas apresentam os sintomas clássicos da doença, que são gastrintestinais (diarreia ou constipação, dor e distensão abdominal) e extraintestinais (fadiga, uma doença cutânea benigna chamada de dermatite herpetiforme, anemia, osteoporose). Mas a intolerância ao glúten também pode ser assintomática, dificultando seu diagnóstico. “Em crianças, muitas vezes a única manifestação da doença é o déficit de crescimento”, diz o médico.

Para tratar a doença, uma dieta isenta de glúten deve ser feita ao longo da vida. Normalmente há recuperação total das alterações intestinais e uma grande melhora na qualidade de vida.

Quem possui outras doenças autoimunes, como diabetes do tipo 1 e tireoidite autoimune, bem como histórico familiar de doença celíaca, deve ter cuidado redobrado e seus exames sempre em dia. “É preciso se submeter a exames específicos, assim como à avaliação do gastroenterologista, para que haja comprovação”, afirma o Dr. Alexandre.

Atualmente a investigação é realizada por testes sorológicos, entre os quais os anticorpos antitransglutaminase IgA, anticorpo antiendomísio IgA e anticorpo antigliadina, além de biópsia do intestino, quando indicada.

Longevidade é uma questão de hábito

Manter hábitos saudáveis ajudam não apenas a viver melhor. Ajudam a viver mais. A Dra. Myrna Campagnoli, médica endocrinologista do Frischmann, explica o porquê.

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Alimentação saudável, atividade física, controle de doenças associadas ou até mesmo suspender o cigarro e o álcool são hábitos que podem ser cotidianos, mas que não se adquirem de um dia para o outro.

Segundo uma pesquisa feita em setembro de 2013 por um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia, mudanças no estilo de vida podem fazer com que o DNA das células se recupere do desgaste acumulado ao longo do tempo. “A pesquisa avaliou 35 homens com câncer de próstata. Aqueles que adotaram uma dieta à base de vegetais, seguiram à risca uma rotina recomendada de exercícios físicos, e passaram a fazer meditação e ioga com o intuito de se livrar do estresse apresentaram células mais novas em termos genéticos”, cita a Dra. Myrna Campagnoli, endocrinologista do Frischmann Aisengart.

Entre as “fórmulas antienvelhecimento” às quais os pacientes mais recorrem estão a reposição hormonal e suplementação com antioxidantes, vitaminas e sais minerais. Mas a médica adverte: “Os hormônios, quando prescritos de forma errada, podem causar malefícios ao paciente. Além disso, podem existir casos de efeitos colaterais, pois não existem testes liberando essas substâncias para essa finalidade.”. A Dra. Myrna alerta que tentar retardar um processo natural do corpo humano pode ser prejudicial à saúde.

Segundo a especialista, a alimentação saudável deve ser variada e saborosa, contendo todos os nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo. Dietas muito restritivas privam o organismo da variedade de nutrientes, e por isso, não é o ideal para o corpo. “Saladas, legumes, verduras e frutas podem tornar o prato ainda mais apetitoso e vitaminado. Todavia, é importante que os demais nutrientes como carboidratos e proteínas também estejam presentes em nossas refeições”, explica. A médica ainda revela que o consumo exagerado de bebidas alcóolicas é um fator prejudicial. Além de ser um risco para a saúde podendo se tornar um vício, o álcool é extremamente calórico.

Por fim, a Dra. Myrna recomenda que estas mudanças e adequações na rotina sejam feitas sempre com orientação profissional, mas que são amplamente benéficas. Além do ganho estético e psicológico, hábitos mais saudáveis proporcionam mais energia, rendimento nas atividades diárias e bom humor. “A maior longevidade será conquistada com uma saúde de melhor qualidade”, finaliza.

Você sabe o que é esclerose sistêmica?

29 de Junho é Dia Internacional da Conscientização da Esclerodermia, e Jerusa Miqueloto, médica do Frischmann Aisengart, ajuda a entender melhor a doença.

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Uma doença relativamente rara e com diagnóstico difícil, a esclerose sistêmica é desconhecida até mesmo por grande parte dos profissionais de saúde no Brasil. Trata-se de uma doença crônica, não contagiosa e autoimune (quando o próprio sistema imunológico ataca órgãos e tecidos), caracterizada principalmente pelo endurecimento da pele. Pode afetar também outros órgãos como esôfago, estômago, rins, coração e pulmões.

A médica do Laboratório Frischmann Aisengart, Jerusa Miqueloto, explica que a esclerose sistêmica faz com que o sistema de defesa do organismo ataque o tecido conjuntivo. Esse tecido é o que dá a estrutura e a sustentação a vários órgãos do nosso corpo. Há um estímulo para a produção excessiva de colágeno, que fica muito proliferado e deixa a pele dura. A profissional ainda revela que não há indicações claras da causa da doença, ou mesmo se ela pode ser hereditária. Segundo Jerusa, até dois terços dos pacientes conseguem viver normalmente, recebendo o tratamento adequado e mantendo suas atividades e trabalhos. Dentre os órgãos afetados com mais frequência estão o esôfago (90% dos casos) e os pulmões (40% a 50% dos casos).

Para diagnosticar a esclerose sistêmica, uma avaliação clínica e a realização de exames de sangue, urina e de imagem são necessárias. A dosagem do fator de anticorcorpos antinucleares (FAN) é uma importante ferramenta para um diagnóstico preciso. De acordo com Jerusa, este exame deve ser feito sob recomendação do médico e acompanhado de outras análises. A médica reforça que o diagnóstico deve ser feito rapidamente, independentemente da forma clínica da doença. E, para quem já tem a doença, a carteira de vacinação deve estar sempre em dia. As vacinas mais importantes são contra as hepatites, pneumonia pneumocócia e as contra o vírus da gripe.

Por fim, Jerusa afirma que o tratamento ideal dependerá das principais queixas do paciente e das manifestações clínicas da esclerose sistêmica. O mais comum é a utilização de antiinflamatórios, cortisona ou imunossupressores. “É um paciente que exige acompanhamento, e o tratamento é específico para cada órgão afetado”, finaliza.

Cuidados com a alimentação nas Festas Juninas

Confira algumas dicas para comer bem e evitar problemas de saúde.

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A época de Festas Juninas é repleta de comemorações, tradições e pratos típicos. Pamonha, milho verde, quentão e pé-de-moleque estão entre os favoritos nesses eventos e a vontade é de experimentar tudo. Com alguns cuidados simples, você pode aproveitar as festas sem deixar a alimentação saudável de lado, e ainda pode ficar longe de infecções, intoxicações alimentares ou ingestão excessiva de carboidratos e açúcar.

Primeiro, repare nas condições de higiene e a limpeza do local. Se possível, procure descobrir o prazo de validade dos alimentos e se eles estão devidamente acondicionados. Fique atento aos produtos industrializados como cachorros-quentes, churrasquinhos e queijo coalho. Evite consumir condimentos em bisnagas, prefira sachês individuais.

Faça um lanchinho antes de sair de casa. Isso ajuda a diminuir a fome e fica mais fácil resistir às tentações na hora do evento. Tome cuidado com as bebidas alcoólicas como quentão e vinho quente, e também com as frituras como pastéis e churros. Pinhão, milho verde e batata doce são alternativas menos calóricas, e ainda assim deliciosas.

Não deixe de aproveitar, afinal, escorregar um pouquinho é normal. O importante é retomar a alimentação saudável mesmo depois das festas!