Marca-passo cerebral pode ajudar em casos de epilepsia

Criado nos Estados Unidos, aparelho ajuda pessoas que têm a doença em modo crônico.

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A epilepsia é uma doença que afeta 50 milhões de pessoas no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), e destas, entre 20% a 30% apresentam a condição em forma crônica resistente a remédios, ou seja, intratável. A maioria dessas pessoas têm dificuldades de manter um emprego, por exemplo, porque frequentemente sofrem crises sem poder antevê-las. Outro problema é a alta taxa de mortalidade: três vezes maior do que a da população em geral, devido a quedas durante as crises.

Pensando nesses pacientes, uma empresa americana criou o RNS System, um marca-passo que é implantado no cérebro para analisar e gravar a atividade cerebral e ativa uma estimulação para inibir a descarga que gera uma crise antes mesmo dela começar.

O aparelho porém, não funciona em qualquer pessoa que tenha epilepsia crônica, mas sim em quem tem crises que são iniciadas em determinadas regiões do cérebro apenas, que é onde a estimulação consegue agir. Para saber se o paciente é elegível para o uso do marca-passo, é necessário uma série de testes para identificar o padrão das crises.

Apesar de já ter sido aprovado nos Estados Unidos, ainda não há previsão para o RNS System chegar ao Brasil.

Gravidez e exercícios físicos: o que pode e o que não pode?

Exercícios durante a gravidez ajudam mãe e bebê a manter uma boa saúde.

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Exercitar-se durante a gravidez é essencial para manter a saúde e qualidade de vida da mãe. E a do bebê também. Um estudo da Universidade de Medicina e Biociências de Kansas, nos Estados Unidos, mostrou que grávidas que praticaram exercícios por no mínimo três vezes por semana, durante 30 minutos, ajudavam seus bebês a terem uma frequência cardíaca menor nas últimas semana de desenvolvimento.

Além de ajudar o feto, a mulher também melhora a gestação ao fazer exercícios físicos. Diminuição das dores nas costas e dos possíveis incômodos da gestação, preparo físico cardiopulmonar e até mesmo preparar a gestante para o parto e pós-parto são alguns dos benefícios. É importante ressaltar que antes de qualquer atividade é preciso consultar um ginecologista para saber se os exercícios estão liberados.

Após receber a liberação médica, é hora de pensar que tipo de exercício fazer. A natação, ou outras atividades aquáticas, são ótimas opções para quem já praticava algo antes da gravidez e para as novatas. Na água, o inchaço é reduzido, as articulações não sofrem tanto impacto e conseguem suportar o peso da mulher e do bebê, além disso, o calor não é tão sentido, como em outras atividades. Praticar mergulho, porém, não é indicado, pois o feto teria um maior risco de ter doença de descompressão.

Caminhadas são perfeitas para quem está começando alguma atividade por causa da gestação. Ela melhora o condicionamento físico, aumenta o fluxo sanguíneo e diminui o stress. A gestante deve tomar o cuidado de respeitar seus limites, não deixar que a frequência cardíaca passe dos 140 batimentos por minuto e caminhar somente quando o clima estiver agradável. Quem quiser correr, precisa ter precaução: se a mulher não corria antes da gravidez, o ideal é esperar o bebê nascer para começar, porém, se ela já praticava antes, pode continuar durante o primeiro trimestre, contanto que seja uma corrida leve – e sempre com o aval médico. Durante a gestação, o corpo da mulher muda e sua postura, marcha e equilíbrio são alterados, por isso não é recomendado correr após os primeiros três meses.

Pilates e yoga são boas opções, também. No pilates é necessário respeitar os limites e procurar um fisioterapeuta que seja especializado em gestantes, para que a mulher não faça exercícios que são contraindicados para ela. Segundo especialistas, o pilates é benéfico porque trabalha os músculos do abdômen, da pélvis e a respiração, o que pode ajudar a gestante no parto. Já a yoga tonifica os músculos, relaxa as articulações e aumenta a flexibilidade, ajudando a mulher a se adaptar às transformações de seu corpo. Os movimentos também ajudam o cérebro a produzir endorfinas que melhoram o humor.

É recomendado que a gestante evite atividades que tenham qualquer risco de queda ou trauma abdominal, além de levantar pesos ou exercícios de resistência.

Hipertensão: como diagnosticar e tratar

Doença afeta 20% da população brasileira e o tratamento, em alguns casos, nem precisa de remédio.

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A hipertensão é uma síndrome metabólica que muitas vezes é acompanhada por outras alterações, como AVC, diabetes e obesidade. Ao longo da vida, as nossas artérias podem sofrer algum tipo de resistência, como uma vasoconstrição ou vasodilatação, que é quando os vasos sanguíneos se fecham ou dilatam, respectivamente. No caso da hipertensão, os vasos se fecham e o sangue precisa de uma pressão maior para passar por eles, assim, a pressão da pessoa aumenta. Hoje, a hipertensão afeta cerca de 20% da população brasileira e 50% das pessoas que têm obesidade também convivem com ela. No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão, apresentamos as principais causas e tratamentos da doença.

Apesar de cerca de 90% dos casos de hipertensão serem de origem hereditária, outros fatores podem influenciar os níveis da pressão arterial, como obesidade, fumo, stress, diabetes, alto consumo de sal ou álcool,  falta de atividade física, sono inadequado e níveis altos de colesterol. Algumas doenças também podem levar o paciente a desenvolver a hipertensão, como distúrbios em glândulas endocrinológicas e distúrbios da tireoide.

Para diagnosticar a hipertensão é preciso medir a pressão regularmente para notar alguma mudança no quadro do paciente. Alguns sintomas também podem ser observados, como dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, dores do peito, visão embaçada, fraqueza e sangramento nasal. Uma vez diagnosticada, o paciente pode se encaixar em três estágios diferentes da doença:

Estágio I: pressão acima de 140 por 90 e abaixo de 160 por 100
Estágio II: pressão acima de 160 por 100 e abaixo de 180 por 110
Estágio III: pressão acima de 180 por 110

Apesar de não ter cura, a hipertensão pode ser controlada e o paciente pode levar uma vida normal, com algumas restrições. O tratamento depende de cada paciente, de acordo com a medida da pressão e seu histórico de saúde. E nem sempre o tratamento implica no uso de medicamentos, em alguns casos, apenas adotar um estilo de vida saudável, como manter o peso adequado, praticar atividades físicas, parar de fumar, evitar o consumo de sal e controlar o diabetes pode ser o suficiente. Para quem precisa tomar remédio, porém, é necessário que o medicamento seja inserido completamente na vida da pessoa, não deixando de tomar mesmo que o mal estar causado pela doença desapareça.

Mitos e verdades da menstruação

A menstruação traz uma série de dúvidas, confira alguns mitos e verdades

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Quando o assunto é menstruação, sempre vem à nossa mente um monte de coisas que já nos disseram. Quem nunca ouviu que não é recomendado lavar o cabelo quando se está menstruada? Ou que o corpo fica mais sensível durante o período menstrual? O difícil é saber o que é verdade ou não dentre tantas afirmações. Para ajudar a esclarecer as principais dúvidas, apresentamos três verdades e três mitos sobre o assunto:

Atividade física regular melhora a TPM?

Verdade. Na semana pré-menstruação a produção de endorfina, substância responsável pela sensação de bem-estar, diminui e isso pode deixar a mulher mais ansiosa, irritada, com dores de cabeça e até mesmo cólicas. Praticar uma atividade física aumenta a produção de endorfina, melhorando os sintomas. Mas, vale lembrar: quem pratica muito esporte pode menstruar muito pouco, ou até mesmo não menstruar, devido à queda do estrogênio. Assim, quem pratica exercício físico de maneira muito intensa, pode ter alterações no ciclo menstrual.

Mulheres virgens não podem usar absorvente interno?

Mito. Não há qualquer tipo de restrição para o uso de absorvente interno em mulheres que não tiveram sua primeira relação sexual. E, também, não há nenhum risco de romper o hímen.

A sensibilidade do corpo aumenta?

Verdade. Durante o período menstrual o corpo da mulher sofre muitas mudanças, como o aumento do nível de neurotransmissores, substâncias que interferem no humor da mulher, causando euforia, ansiedade e até depressão. Além disto, outro sintoma muito comum é sentir dores nas mamas.

Mulher menstruada não pode lavar o cabelo?

Mito. Isso não passa de uma lenda antiga. A mulher pode seguir com a sua rotina normal durante todo o período menstrual.

Depois da menarca – a primeira menstruação -, a mulher cresce pouco?

Verdade. A fase de crescimento nas mulheres ocorre antes da primeira menstruação. Por isso, após a menarca, o crescimento fica mais lento e a menina costuma crescer, em média, mais sete centímetros.

Quando menstruada, a mulher não engravida?

Mito. A ovulação pode ocorrer a qualquer momento, até mesmo quando a mulher estiver menstruada. Momentos estressantes ou de grande emoção podem influenciar na ovulação, por isso, para prevenir a gravidez, é preciso estar sempre precavida e usar métodos contraceptivos como a pílula anticoncepcional e a camisinha.

 

Trocar o dia pela noite pode causar desordem hormonal e ganho de peso

Dormir durante o dia atrapalha a alimentação correta.

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Que tal regular seus hábitos de sono? Dormir durante o dia e realizar as tarefas quando o sol já se foi pode fazer mal para a sua saúde.  Isso acontece porque o ciclo circadiano – o chamado relógio biológico – fica desregulado, já que ele se baseia na claridade do ambiente. Com isso, os hormônios também ficam desregulados, tornando a alimentação mais difícil de controlar, o que pode causar obesidade e problemas cardíacos.

Mas o que o sono tem a ver com o coração? Muito. Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)  foram investigar os motivos para os notívagos e trabalhadores noturnos não se alimentarem tão bem quanto quem fica acordado durante o dia. E eles descobriram que as pessoas que dormem enquanto o sol está lá fora, têm um comportamento hormonal diferente. A frelina, molécula que dispara a vontade de comer, mantém seu hormônio alto, enquanto a xenina, que nos dá a impressão de estar com a barriga cheia, mantém níveis muito baixos, mesmo após as refeições.

Além dos problemas com a alimentação há também o stress diário. O cortisol, um hormônio que é associado ao stress e normalmente tem um pico no início da manhã (explicando o mau humor matinal da maioria), é liberado mais constantemente nos trabalhadores do período da noite.

Quem acha que só consegue dormir mais tarde e mesmo assim ainda acorda cedo, pode tentar mudar alguns hábitos – como jantar e desligar televisão, computador e outros eletrônicos mais cedo que o de costume. Se você trabalha durante a noite, não se preocupe: é possível minimizar estes efeitos. Um ‘dia de sono’ tranquilo é o primeiro passo. Procure dormir as oito horas necessárias para sentir-se descansado. Também é necessário regular os horários das refeições e se alimentar de três em três horas.

Açúcar: você ingere o recomendado pela OMS?

Organização Mundial da Saúde indica que uma pessoa deve ter apenas 5% de açúcar na dieta.

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Já parou para pensar o quanto de açúcar você ingere em um dia? Muitas pessoas evitam doces achando que já estão cortando por completo o açúcar da dieta, mas esquecem que existe açúcar em diversos outros alimentos, principalmente os industrializados. É pensando nisso que a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda que o açúcar deve representar até 5% do que uma pessoa consome diariamente. Para um adulto, isso representa 25 gramas, cerca seis colheres de chá.

Para o órgão, a ingestão de açúcar está diretamente relacionada ao ganho de peso e às cáries dentárias. Sendo assim, é aconselhado que, antes de comprar ou comer qualquer alimento, você cheque as informações nutricionais para ver a quantidade de açúcar.

E como fazer para evitar o consumo excessivo? Procure substituir alimentos industrializados por naturais, como optar por um suco natural, em vez de um enlatado, que tem açúcares adicionados artificialmente, sem contar todos os conservantes. Mantenha-se sempre atento aos alimentos, prefira aqueles sem ou com pouco açúcar na sua composição e pratique atividades físicas, para evitar o ganho de peso.

Páscoa: como aproveitá-la sem descuidar da saúde

Chocolate em pequenas doses faz bem e você não precisa ficar sem.

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Está preocupado com a quantidade de chocolate que vai comer na Páscoa? É difícil resistir a esse feriado cheio de delícias. Mas você não precisa se privar totalmente enquanto assiste aos outros comendo ovos e barras de chocolate – é só saber controlar e definir um limite.

Alguns tipos de chocolates são mais saudáveis, e você pode aproveitar sem medo. Prefira os que tem menos açúcar e mais cacau, como os tipos amargo e meio amargo. O cacau tem substâncias que atuam no cérebro, ajudando com o bem-estar e nos deixando mais dispostos. Além disso, uma boa notícia para as mulheres: o chocolate possui grande quantidade de magnésio, substância que tem seus níveis diminuídos durante a TPM.

Em pequenas quantidades, o chocolate não faz mal e nem engorda. Sua quantidade de  flavonoides, compostos com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, pode reduzir o risco de problemas cardiovasculares e desacelerar o envelhecimento.

Quem diria que aproveitar bem a Páscoa pode te ajudar a ficar jovem por mais tempo? É só controlar a quantidade de gorduras – evite o chocolate branco, que tem muita gordura hidrogenada – e escolher o tipo certo!

Internet: vilã ou aliada da saúde?

Tudo depende de como você encara o conteúdo encontrado on-line.

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Em 2012, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou uma pesquisa sobre os fatores que mais levam as pessoas a serem internadas por intoxicação nos hospitais públicos. A ingestão indiscriminada de medicamentos ficou em primeiro lugar.

Isso demonstra o quanto o brasileiro insiste em se automedicar, hábito que tem se agravado com o fortalecimento da internet e a consequente utilização de buscadores para a realização do autodiagnostico.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Centro Universitário de Volta Redonda, o grande problema da internet é a qualidade da informação. De 1152 vídeos sobre assuntos médicos disponíveis no YouTube que foram analisados pelos pesquisadores, 95% continham ao menos uma informação errada ou imprecisa.

Apesar de serem dados alarmantes, não podemos olhar para a internet como uma vilã quando o assunto é saúde, principalmente porque ela já é uma realidade inexorável na vida das pessoas.

Especialistas até mesmo acham positivo o paciente estar melhor informado, em especial após o diagnóstico médico real, assim a busca na internet será para buscar alívio para o sofrimento e não para trazer mais possibilidades diagnósticas.

A internet, portanto, desde que usada da maneira correta, pode ser uma grande aliada da saúde e, em especial, do processo de cura. Existem sites que agrupam as pessoas de acordo com suas enfermidades; neles é possível ouvir experiências e encontrar dicas sobre interação de medicamentos, e eventuais erros que podem e devem ser evitados.

Atleta de final de semana: fique esperto!

Confira os cuidados que você precisa tomar antes de aderir a esta rotina.

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Que exercício físico faz bem todo mundo sabe, mas o que costumamos esquecer é que nosso corpo tem limites e um ritmo próprio que devem ser respeitados sob pena de graves consequências à saúde.

Nesse sentido, um dos erros mais cometidos pelas pessoas é a prática de atividades físicas apenas aos sábados e domingos, sendo que a frequência mais recomendada é de ao menos três vezes por semana. O perigo nessas horas é perder a consciência de que seu organismo não está acostumado com exercícios intensos e cometer excessos que podem levar até a paradas cardíacas.

Mas atenção: isso não significa que você precise abraçar de vez o sedentarismo e abrir mão de qualquer atividade física aos finais de semana! Significa apenas que é melhor optar por exercícios mais leves, como uma caminhada no parque, por exemplo, e estar sempre com os seus exames em dia.

Abaixo, algumas dicas importantes pra quem quer ter uma vida mais ativa:

1. Consulte seu médico antes de iniciar sua rotina de exercícios.

2. Use roupas leves, tênis confortáveis e nunca faça exercícios em jejum.

3. Sempre inicie e termine com alongamentos para aquecer os músculos e articulações. No caso de praticar exercícios com pouca frequência, respeite os limites do seu corpo e não force nenhum movimento.

4. Hidrate-se antes, durante e depois dos exercícios.

5. Vá com calma!  Ser atleta de final de semana, antes de tudo, é entender que você não é atleta, mas apenas uma pessoa querendo se movimentar um pouco mais!

Comer muito X Comer sempre

Uma diferença sutil que muda tudo na hora de perder peso.

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Para emagrecer é preciso comer com regularidade. Apesar de parecer contraditória, esta afirmação já está mais do que confirmada por cientistas e nutricionistas do mundo inteiro.

De acordo com estudo publicado no New England Journal of Medicine, quando ficamos muitas horas sem nos alimentar, nosso corpo entende que estamos passando por alguma situação de stress, e começa a produzir uma quantidade maior de cortisol, hormônio associado ao estoque de gordura abdominal.

Além de prevenir esse tipo de reação, alimentar-se de três em três horas acelera o metabolismo e garante que você não chegue faminto às refeições principais, evitando exageros.

Fazer lanches leves ao longo do dia, evitando espaços muito grandes entre as refeições, também ajuda a evitar males cada vez mais comuns, como o excesso de acidez estomacal e a má digestão.

Dessa forma, em vez de concentrar sua alimentação em três ou quatro grandes refeições ao dia, diminua as porções e faça pequenos lanches ao longo da manhã e da tarde. Em pouco tempo você perceberá a diferença que isso provocará no seu metabolismo.