Cistite e infecção urinária: conheça os sintomas e tratamentos

Beber líquidos e urinar constantemente é tratamento e prevenção

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Cistite e infecção urinária têm sintomas muito parecidos, mas não são a mesma doença. Enquanto a cistite é uma inflamação da bexiga que pode se tornar uma infecção, a infecção urinária abrange todo o trato urinário, dos rins à uretra. Em ambos os casos, porém, dor ao urinar e uma constante vontade de ir ao banheiro são os sinais mais comuns, podendo existir também presença de sangue na urina.

Tanto a cistite e a infecção urinária são mais comuns em mulheres, principalmente naquelas que são ativas sexualmente. As mulheres são as mais afetadas porque sua uretra é menor que a dos homens e em local de fácil acesso a bactérias. Mas não se engane: os homens também sofrem com o problema.

Para o diagnóstico, o especialista costuma pedir exames de urina. No caso de uma infecção, o exame apontará a presença de bactérias e deverá ser tratada com antibióticos e muito líquido. No caso de uma inflamação, beber líquidos também é aconselhado e o uso de anti-inflamatórios, para diminuir o incômodo, pode ser uma opção.

É importante ressaltar que não se deve segurar a urina, o que ajuda no surgimento de cistite ou infecção urinária, pois a uretra não será limpa durante um longo período, ficando mais suscetível às bactérias. Também é aconselhável urinar após a relação sexual, mesmo que seja pouco para limpar a uretra. Usar camisinha é fundamental para diminuir o risco de infecção. E no caso de já estar infectado, não deixe de ir ao banheiro ao menor sinal: limpar o canal urinário faz parte do tratamento.

Você sabe o que é a doença de Crohn?

Quando em remissão, paciente deve ter cuidado com a dieta

Você sabe o que é a doença de Crohn?

A doença de Crohn é uma inflamação crônica no intestino, afetando principalmente a parte inferior do intestino delgado e o cólon. Apesar de não ter causa definida, acredita-se que uma desregulação do sistema imunológico seja o principal fator. Genética, infecções e até dietas também podem colaborar para que a doença apareça, principalmente em pessoas entre 20 e 40 anos e especialmente em fumantes.

Dor abdominal, diarreia e febre são os sintomas mais comuns da doença, mas também podem ocorrer o aparecimento de aftas, dores articulares e hemorroidas. Em 30% dos casos, ocorrem complicações graves, como fissuras e fístulas, ou seja, o intestino é perfurado, havendo uma vazamento de fezes para a região perineal e abdominal. Vale ressaltar que ter a doença de Crohn pode ser um fator de risco para desenvolver câncer de intestino.

A doença não tem cura, embora existam tratamentos eficientes que buscam aliviar os sintomas, corrigir as deficiências de nutrientes causadas pelas constantes diarreias e tratar o quadro inflamatório, ajudando na remissão da doença. Quando remissivo, o paciente deve ter cuidado com o que come, estando atento ao que não lhe faz bem, e priorizando o consumo de fibras.

Por ser muito parecida com outras doenças, como colite ou ileíte.
os exames para diagnosticar a doença de Crohn são vários, como endoscopias, raio-x e alguns exames de sangue.

Como lidar com a psoríase

Com crises cíclicas, doença precisa de cuidados especiais

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A psoríase é uma doença genética que afeta a pele, causando irritação e vermelhidão. É comum aparecer em joelhos, cotovelos, couro cabeludo e tronco, principalmente antes dos 30 anos e depois dos 50. Sem cura, a psoríase é uma doença cíclica e seus sintomas podem aparecer de repente, principalmente durante crises de estresse e quando a pele estiver seca ou apresentar lesões, como cortes e picadas de insetos, ou queimaduras do sol.

Quando um paciente tem psoríase, as células responsáveis pela defesa do organismo consideram as células da pele como um objeto estranho e as atacam. Deste modo, a produção de tecido epitelial aumenta. Esse processo faz com que as células mortas que ficam na nossa pele não sejam eliminadas, gerando os sintomas da psoríase: escamação e ressecamento da pele e surgimento de manchas vermelhas. Unhas também podem ser afetados pela doença, ficando amareladas, descamadas e podendo se desgrudar de sua base.

Apesar de não ter cura, a psoríase não é contagiosa e seu tratamento é bastante satisfatório na maioria dos casos. Em pacientes com uma forma mais branda da doença, o uso de medicação local, como cremes e loções, já ajuda a conter os sintomas. Exposições diárias ao sol também ajudam a melhorar os sintomas. Em casos mais graves, porém, é necessária a administração de medicamentos por via oral ou até mesmo injeções.

É possível conviver com a doença normalmente, mesmo durante as crises. É aconselhável ao paciente evitar o consumo de bebidas alcoólicas e exposição ao sol além do recomendado pelo médico. Visitar sempre o dermatologista e seguir suas orientações é fundamental para controlar e diminuir as crises.

Estudo: alimentação ajuda no relógio biológico

Alimentar-se corretamente pode ajudar pessoas com distúrbio do sono

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Um estudo japonês descobriu que o horário e a quantidade de nutrientes que ingerimos ao longo do dia influenciam nosso ciclo circadiano, ou seja, as 24 horas que temos em um dia. Feita na Universidade de Yamaguchi, a pesquisa apontou que quando comemos, nosso pâncreas secreta a insulina para controlar não só o nível de glicose no sangue, mas também o nosso relógio biológico. Isso acontece porque o corpo interpreta a insulina lançada no sangue como um alerta para manter-se acordado.

A descoberta é importante para pessoas que sofrem de distúrbios do sono. Com uma alimentação rica em nutrientes ao longo do dia, o organismo entende que quando não houver mais a ingestão de tantos nutrientes, é hora de dormir! Ou seja, se você come pouco durante o dia e, à noite come muito, seu organismo ficará confuso sobre qual é o horário certo para comer e dormir.

No caso de viagens com fusos horários muito diferentes, o estudo também pode ser aplicado. Deste modo, a pessoa deve mudar seus horários de sono e refeições dias antes da viagem, além de evitar carboidratos pela noite, optando por concentrá-los nas primeiras refeições do dia. Assim, o organismo se adapta com o novo horário e com as novas doses de insulina liberadas no sangue.

Esteja atento ao seu relógio interno!

Como melhorar a sua imunidade

Estar atento aos nutrientes, praticar exercícios e mudar alguns hábitos podem ajudar

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Existem épocas da vida que não importa o que a gente faça, sempre ficamos doentes. Isso ocorre porque o nosso sistema imunológico está fraco e qualquer vírus ou bactéria é capaz de afetar o nosso organismo. Além de tentar se recuperar, é importante que você também se esforce para que a sua imunidade não fique fraca novamente.

Alimentar-se bem é uma das grandes chaves para ter um sistema imunológico forte. Invista em frutas cítricas, como laranja, kiwi e acerola. Elas são ricas em vitamina C, responsável por aumentar a resistência do organismo. Vegetais com a coloração escura, como couve e espinafre, também podem ajudar. O consumo de feijão e cogumelos, que têm ácido fólico em abundância, também é recomendado.

Exercícios físicos não podem ficar de fora de uma vida saudável, mas devem ser feitos com moderação e cautela, principalmente se você não está acostumado com eles. Alimentar-se antes e depois dos exercícios também é importante, afinal, de nada adianta fazer exercícios se o seu corpo não estiver preparado para isso. Por outro lado, também é importante descansar, principalmente durante a noite. Poucas horas de sono aumentam nosso nível de estresse e reduzem a imunidade.

E, sempre que ficar doente, busque ajuda médica, dessa maneira você não irá se automedicar e não correrá o risco de tomar remédios desnecessários. Usar antibióticos sem orientação médica, por exemplo, pode aumentar a resistência das bactérias, fazendo com que elas ataquem cada vez mais seu organismo.

Pílula anticoncepcional: mitos e verdades

Melhora a TPM? Diminui cólica menstrual? Posso tomar duas no mesmo dia?

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Pílula anticoncepcional ainda é um assunto que suscita mitos e dúvidas. Respondemos algumas delas a seguir! E vale lembrar que apenas um especialista tem capacidade de orientar cada caso especificamente então, converse com o seu médico sempre que necessário!

Pílula melhora a TPM? Verdade. Quem sofre com as oscilações de humor causadas pela aproximação da menstruação, a famosa tensão pré-menstrual, pode experimentar melhoras com a pílula anticoncepcional. Ela tende a deixar o humor estável por equilibrar as taxas hormonais.

Posso tomar qualquer pílula? Mito. Por mais que pareça normal tomar a mesma pílula que uma amiga toma e adora, toda mulher que quer começar a usar anticoncepcional, ou quer mudar de marca, precisa de uma consulta a um ginecologista. O médico vai analisar uma série de fatores, como doenças e histórico familiar antes de escolher a mais correta para cada paciente.

Pílula anticoncepcional protege contra DSTs? Mito. A única forma de prevenção de qualquer tipo de DST é o preservativo. O anticoncepcional apenas protege contra a gravidez.

A pílula pode diminuir a cólica menstrual? Verdade. A pílula diminui a liberação de substâncias que causam a dor durante o período de menstruação. Por isso, para mulheres que têm cólicas muito fortes, a pílula anticoncepcional pode ser receitada não apenas para evitar gravidez, como também para melhorar as dores.

Posso tomar duas pílulas seguidas se esquecer de tomar uma? Mito. O ideal é tomar a pílula diariamente sempre no mesmo horário. Caso esqueça da dose, tome até 12 horas depois do habitual. Após esse período, é aconselhado procurar um especialista se houver suspeita de gravidez.

Mulheres fumantes não devem tomar pílula anticoncepcional? Verdade. Cigarro e pílula não combinam, e fazer o uso dos dois aumenta em oito vezes o risco de trombose, principalmente em quem já tem pré-disposição para a doença. O ideal mesmo é abandonar o cigarro!

Alguns fatores podem anular o efeito do anticoncepcional? Verdade. Remédios e álcool podem fazer com que a eficácia da pílula seja diminuída. Antibióticos e antidepressivos são alguns dos medicamentos que precisam de atenção, bem como o uso abusivo do álcool, que pode sobrecarregar o fígado.