Confira sete dicas para minimizar os efeitos do jet lag

Seja qual for o destino de sua viagem, é possível amenizar os sintomas provocados pela mudança do fuso horário

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Jet lag é o nome dado aos sintomas provocados pela mudança brusca do fuso horário. Se o seu destino for muito distante, como Europa, Ásia e até mesmo América do Norte, é quase impossível passar incólume pelo jet lag.

“De forma geral, leva-se em média um dia para se ajustar a cada hora percorrida, seja para mais ou para menos”, afirma Regina Biasoli Kiyota, especialista em Análises Clínicas do Laboratório Frischmann Aisengart.

Porém, algumas medidas ajudam a acelerar esse processo de readaptação e minimizar os desconfortos.

Confira abaixo sete dicas para reduzir o mal-estar causado pelo jet lag.

1. Prepare-se previamente. Se você tem uma agenda de negócios a cumprir, tente chegar um ou dois dias antes do compromisso, assim você estará mais disposto para seus afazeres.

2. Talvez você não precise de ajustes. Se a viagem for curta (um fim de semana ou três dias, por exemplo) e o fuso do destino tiver uma diferença de até duas horas, o ideal é não lutar contra o seu relógio biológico. Portanto, siga com sua rotina nos horários usuais, apenas adaptando as horas a mais ou a menos.

3. Fique sem comer. Mas apenas o tempo necessário para você fazer sua primeira refeição no horário do local de destino, ou seja, tomar o café da manhã às 8h ou almoçar ao meio-dia. A ideia é “reiniciar” o seu ciclo circadiano “por meio do estômago”. Mas o ideal é não estender o jejum para mais de 12 horas.

4. Mas não fique sem beber. Evitar a desidratação é importante para amenizar os efeitos do jet lag. Por isso, beba bastante água durante e depois da viagem. A medida ainda diminui o desconforto causado pelo ar seco dos aviões. Porém, evite bebidas alcoólicas e café.

5. Evite cochilos. Se você estiver viajando durante a madrugada, aproveite para dormir no voo. Porém, evite dormir ao chegar ao hotel, mesmo que o voo tenha sido muito cansativo.

6. Controle a exposição à luz. Se for viajar para o oeste, onde o fuso é atrasado em relação ao nosso, exponha-se à luz do fim da tarde, para que seu organismo “entenda” que ainda é dia. Se a viagem for a leste, como na Europa, onde o fuso está adiantado, acorde mais cedo e imediatamente exponha-se à luz do sol.

7. Melatonina pode ser uma opção. Este hormônio ajuda a controlar a qualidade do sono, se tomado no horário e dose correta. Por isso, converse com seu médico antes da viagem.

Mitos e verdades sobre a vitamina C

Nutriente não ajuda na prevenção de resfriados, mas auxilia na formação de glóbulos vermelhos e de reparação, aumentando a produção de colágeno

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Para a maioria das pessoas, a ingestão de vitamina C é uma das principais formas de prevenir os resfriados. A ideia surgiu em 1970, ano em que o químico norte-americano Linus Pauling, ganhador de dois prêmios Nobel, lançou o livro “Vitamina C e o Resfriado”, no qual pregava que um grama diário de vitamina C era o suficiente para reduzir em 45% a incidência de resfriados.

Atualmente, médicos e nutricionistas questionam a teoria de Pauling. Pesquisadores europeus desenvolveram o maior estudo de revisão sobre o papel da vitamina C em relação a gripes e resfriados e concluíram que a receita é absolutamente ineficaz, exceto para atletas de alta performance, como maratonistas ou triatletas.

Sabe-se que a vitamina C auxilia na formação de glóbulos vermelhos e de reparação, agindo como um fator na produção de colágeno, um tecido conectivo importante no corpo. Além disso, o nutriente ajuda o corpo a absorver o ferro a partir das folhas que comemos. Além disso, a vitamina C, também conhecida como ácido ascórbico, protege as células do corpo e tecidos dos danos causados por radicais livres, ou seja, antioxidante protetor.

“Concorda-se que uma dieta balanceada e sem suplementos é suficiente para a ingestão do nutriente”, afirma Myrna Campagnoli, endocrinologista do Laboratório Frischmann Aisengart. Já as altas doses (milhares de miligramas) podem causar diarreia, náusea, vômito, dor de cabeça, fadiga e perturbação do sono. O uso prolongado pode ainda facilitar o aparecimento de cálculos (pedras) no sistema urinário.

A Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos recomenda que a ingestão diária de vitamina C seja de 60 a 95 miligramas por dia.

Anemia e o público fitness

Doença é cada vez mais comum entre praticantes de atividades físicas e prejudica a oxigenação dos músculos durante exercícios.

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A prática regular de atividades físicas é essencial para manter a boa forma e a saúde em dia. Entretanto, muitos esquecem que, além da supervisão do preparador físico, é preciso também se atentar às condições de saúde como um todo. “Com a correria do dia a dia, nem sempre as pessoas conseguem equilibrar sua alimentação, e isso tem levado o público fitness a um quadro de anemia”, afirma Regina Biasoli, hematologista e coordenadora de análises clínicas do Laboratório Frischmann Aisengart.

Segundo a médica, esse diagnóstico é mais comum do que se imagina, sobretudo pela aposta em dietas “milagrosas” e extremamente restritivas, adotadas indiscriminadamente. “Se não for tratada, a anemia pode prejudicar as suas atividades cotidianas, principalmente aquelas que exigem mais esforço físico”, revela.

Alguns sintomas podem ser um alerta de que algo não está bem, como o cansaço progressivo, principalmente durante atividades físicas às quais a pessoa já está habituada, queda de cabelo, unhas quebradiças e até mesmo alteração de memória.

“A maioria das pessoas faz apenas um check-up cardíaco antes de iniciar a prática de atividades físicas regulares. Mas o correto seria também incluir exames de análises clínicas, como o hemograma, para analisar outros aspectos que podem prejudicar seu desempenho”, salienta a médica.

O tratamento costuma ser feito com a reposição do nutriente através de medicamentos, aliado com mudanças alimentares. Normalmente, em poucas semanas os sintomas começam a diminuir. Para evitar o desenvolvimento da anemia, alguns alimentos devem fazer parte do cardápio diário, entre eles verduras escuras, carnes, ovos, castanhas, grãos integrais ou enriquecidos.

 

Previna assaduras no seu bebê

Higiene e limpeza são fundamentais para problema que acomete 50% dos bebês de 6 a 12 meses

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As assaduras representam um dos maiores pesadelos das mães de bebês, acometendo 50% dos lactentes, com pico de incidência entre 6 e 12 meses. Trata-se de uma resposta inflamatória da pele a estímulos externos, caracterizada por vermelhidão, pápulas, escoriações, umidade e aspecto brilhante e macerado da pele.

De acordo com Natasha Slhessarenko, pediatra que integra o corpo clínico do Laboratório Frischmann Aisengart, o contato com substâncias alcalinas presentes na urina e nas fezes do bebê é o fator desencadeador, associado à oclusão, maceração, dano friccional, umidade e à ação de enzimas bacterianas que levam à lesão da camada córnea da pele. “Essas substâncias comprometem a barreira cutânea, tornando-a vulnerável à ação de bactérias e fungos oportunistas”, explica a Dra. Natasha.

“A limpeza da pele da criança é uma atividade rotineira muito importante”, alerta a pediatra, reforçando que a pele danificada é mais susceptível a doenças e infecções. Um outro ponto ressaltado pela médica é que o objetivo da limpeza na região da fralda deve ser manter a pele limpa e seca, retirar os contaminantes e manter o pH ácido. “A melhor maneira de evitar as assaduras é fazer uma boa higienização e manter o bebê sempre limpo e sequinho”, reforça.

Dicas para a prevenção de assaduras:

  • A limpeza da pele deve ser feita com água, que é o principal agente de limpeza, e sabão ou syndets (sem perfume ou fragrância);
  • Os lenços umedecidos não devem ser usados no dia a dia, pois crianças com predisposição a dermatite de contato ou dermatite atópica podem fazer reação aos seus componentes químicos;
  • Troca de fraldas deve ser feita entre 8 e 10 vezes ao dia durante os primeiros meses de vida. À medida em que a criança cresce, diminui a frequência das trocas;
  • Quando a criança apresenta assaduras, as trocas devem ser realizadas com uma frequência maior e, se possível, deve-se deixar a criança sem fraldas em alguns momentos do dia;
  • Cremes e pomadas devem ser usados com parcimônia e sempre após avaliação e prescrição médica;
  • A maior parte dos cremes e pomadas contém óleo em água e muitas delas contêm óxido de zinco como reparador cutâneo, o que é bom para a pele da criança. Muitos produtos ainda contêm camomila, macela, aloe, dimeticona, dexpanthenol como antiinflamatório e com poder de proteção. Os chamados cremes de barreira devem ser usados com abundância e frequência;
  • Não se deve usar antissépticos e produtos perfumados, e o talco não deve ser usado em crianças pequenas pelo risco de inalação das partículas, que podem ser irritantes para as vias respiratórias inferiores da criança;
  • Os corticosteroides tópicos devem sempre ser prescritos pelo médico e utilizados após prescrição médica;
  • Dependendo do estágio da assadura, um médico deve sempre ser consultado para fazer o diagnóstico correto e instituir a terapêutica apropriada.