Conheça a relação entre alimentos e doenças cardíacas

As orientações são de Fabiano Sandrini, endocrinologista do Laboratório Frischmann Aisengart

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Um estudo realizado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia apontou que 31% das mortes causadas por doenças não transmissíveis estão relacionadas a problemas cardiovasculares, ultrapassando as mortes por câncer (16%), doenças respiratórias crônicas (5,8%) e diabetes (5%). E a ligação entre a alimentação e as doenças do coração é enorme. É o alerta de Fabiano Sandrini, endocrinologista e integrante do corpo clínico do Laboratório Frischmann Aisengart.

 

De acordo com o especialista, esta vinculação está diretamente relacionada ao peso, já que a obesidade é um grande fator de risco para doenças do coração. “Além disso, essas doenças estão ligadas à comida rica em gordura, que piora o colesterol, e o consumo de muito sal, que aumenta o risco de hipertensão arterial e, consequentemente, de problemas cardíacos”, afirma.

 

O médico lista que os alimentos considerados benéficos para o coração são os ricos em fibras e em Ômega 3. “Desta forma, deve-se exagerar em saladas e introduzir os peixes nas refeições”, ressalta.

 

Quanto aos alimentos que fazem mal ao coração, o médico elenca os ricos em gorduras e sal. O ideal é reduzir as carnes ricas em gorduras, reduzir as frituras e diminuir bastante o consumo de óleo de cozinha e do sal.

 

O médico lembra que a ligação entre o coração e a alimentação é uma tônica constante de análises médicas e que sempre surgem novas descobertas relevantes na área. “Novas pesquisas mostram, por exemplo, que o café pode ser um vilão do coração, se ingeridas mais de cinco doses da bebida por dia. Outra pesquisa mostra que o consumo maior de frutas está diretamente relacionado à proteção do coração”, exemplifica.

 

Por fim, Sandrini reforça as orientações gerais sobre alimentação: refeições em horários regulares, evitar bebidas alcoólicas, não fumar e praticar exercício regularmente. “Estas são as dicas para promover e evitar doenças, inclusive aquelas que afetam ao coração”.

Orientações sobre como emagrecer de forma saudável

Confira informações fornecidas pela endocrinologista do Laboratório Frischmann Aisengart

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Um dos maiores erros de quem quer perder peso é a pressa. É o alerta de Myrna Campagnoli, endocrinologista do Frischmann Aisengart. “Emagrecer requer mudanças de hábitos de vida como alimentação, atividade física, controle de doenças associadas, suspensão do cigarro, do álcool, dentre outros, e isso não se faz de um dia para o outro”, comenta.

 

Por conta da pressa, de acordo com Dra. Myrna, alguns pacientes recorrem a medicamentos ou fazem dietas nutricionalmente insuficientes. Outro erro bastante frequente é exagerar na atividade física, o que pode provocar lesões musculares e articulares, além de uma sensação de cansaço intenso, prejudicando as demais atividades do dia.

 

A especialista orienta que a alimentação saudável deve ser variada e saborosa, contendo todos os nutrientes necessários para a manutenção da saúde e para o bom funcionamento do organismo. As dietas muito restritivas privam o organismo desta variedade e, portanto, não contêm todos os nutrientes necessários. “É errado restringir a dieta a apenas um grupo alimentar. Nossas refeições devem ser equilibradas e fornecer todo o tipo de nutriente necessário para o organismo”.

 

A médica revela que consumir bebidas alcoólicas também é um fator prejudicial, pois, além de ser um risco para a saúde, podendo tornar-se um vício, é extremamente calórico. “Muitas pessoas acabam recorrendo a essas bebidas como forma de se sentirem recompensadas pelo corte de doces”, diz.

 

Quanto ao acompanhamento da dieta, Dra. Myrna orienta que nosso peso corporal oscila durante o dia e de um dia para o outro, e isso pode acontecer por diversos motivos. “Por isso, o ideal é se pesar somente uma vez por semana, sempre na mesma balança, com o mesmo tipo de roupa e por volta do mesmo horário”, conta.

 

A médica ainda reforça que, além de obter um ganho estético e psicológico, a melhoria na alimentação proporciona mais energia e ânimo, melhorias na pele e nos cabelos, maior rendimento nas atividades diárias, e melhora o humor.

Como prevenir e diagnosticar a osteoporose

Myrna Campangoli, endocrinologista do Laboratório Frischmann Aisengart, é quem dá as orientações.

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A osteoporose é uma doença que se caracteriza pela baixa densidade óssea do esqueleto, resultante da perda gradual e contínua do cálcio armazenado nos ossos. É menos comum no homem do que na mulher e atinge principalmente pessoas idosas, mas pode acometer adultos, jovens e até crianças. A descalcificação óssea acontece naturalmente com o envelhecimento, fazendo com que os ossos percam sua rigidez normal e se tornem menos resistente a traumas, ficando mais vulneráveis a fraturas.

 

Levantamentos apontam que 20% dos brasileiros correm o risco de desenvolver a osteoporose nos próximos anos. Segundo Myrna Campagnoli, endocrinologista do Frischmann Aisengart, um dos principais problemas é o diagnóstico da osteoporose, já que ela é uma doença silenciosa, não apresentando sintomas até que aconteçam as fraturas ósseas. Por isso, é muito importante a avaliação médica regular, a atenção aos fatores de risco e a realização da densitometria óssea que permite o diagnóstico e inicio de tratamento precoces”, alerta a médica.

 

Para prevenir a doença, a Dra. Myrna dá algumas dicas: A primeira é a alimentação rica em cálcio. O recomendado é 800 mg/dia para adultos jovens e 1.500 mg/dia para idosos. O cálcio pode ser obtido de laticínios (leite desnatado, iogurtes e queijos magros), verduras verde-escuras como brócolos, couve, espinafre e escarola ou por suplementação medicamentosa prescrita pelo médico.

 

A segunda dica é a prática de exercícios físicos, que ajudam a regular e fortalecer a musculatura. O exercício promove o fortalecimento muscular, além de melhorar o equilíbrio, os reflexos e a marcha, reduzindo os riscos de quedas no idoso em aproximadamente 25%. A terceira é a vitamina D, formada na pele pela ação dos raios solares ou obtida através dos alimentos (leite e seus derivados, óleo de fígado de bacalhau, peixes e camarões). A orientação é incluir 15 minutos de banho de sol (até as 10h da manhã e depois das 17h) na rotina diária.