Infectologista faz alerta sobre risco de doenças ligadas à água contaminada

Especialista enumera quais são as doenças transmitidas por água que não é devidamente tratada

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Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a falta de saneamento básico, aliada ao uso inadequado da água na agricultura, são as principais ameaças às reservas de água doce do planeta.

A falta deste recurso tem sido um tema muito debatido no Brasil. Segundo Jaime Rocha, infectologista, o acesso à água tratada e a gestão dela é essencial para a sobrevivência da espécie humana, não somente para prevenir a morte por desidratação, mas também para reduzir o risco de doenças relacionadas com a água contaminada, promover as necessidades básicas de higiene e ainda na preparação e consumo dos alimentos.

Rocha elenca que as doenças transmitidas por ingestão de água e de alimentos contaminados são a diarreia, de uma forma geral, com destaque para a diarreia dos viajantes, hepatite A, verminoses, cólera, febre tifoide e poliomielite. O especialista explica que essas enfermidades são transmitidas através da ingestão de líquidos ou alimentos contaminados com vírus, bactérias ou parasitas. Os principais sintomas são febre, mal estar, náuseas, vômitos e diarreia.

No caso de viajantes, os cuidados que devem ser observados para não adquirir estas doenças são: usar somente líquidos engarrafados ou enlatados abertos na hora do consumo, não ingerir sucos naturais ou outras bebidas com gelo em locais duvidosos, preferir alimentos assados e cozidos, não ingerir carnes cruas ou mal assadas, preferir as frutas que possam se descascadas, lavar as mãos antes e após preparo de alimentos ou refeições, observar a higiene nos locais de preparo dos alimentos, evitar alimentos produzidos com ovos crus, como maionese e mousses.

Além disso, é indicado fazer a vacina para a hepatite A de uma forma universal e, para os viajantes, considerar a vacina contra febre tifoide e cólera.  “Se apresentar algum sintoma, mantenha a ingestão de líquidos e procure a assistência médica”, reforça o infectologista.

O especialista ainda dá dicas de medidas que podem ser adotadas por qualquer um de nós para contribuir para a preservação da água:

  • Não jogue lixo nos rios e nos lagos;
  • Reutilize a água quando possível (a água utilizada para lavar roupa pode, por exemplo, ser reutilizada na limpeza do chão da cozinha ou na limpeza das calçadas);

Oncologista explica o acompanhamento pós-tratamento de câncer

De acordo com Jerusa Miqueloto, médica do Frischmann Aisengart, com o diagnóstico precoce a possibilidade de cura é de mais de 90%

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O câncer é um conjunto de mais de cem doenças que, em comum, têm a existência da célula cancerígena. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer – INCA -, mais de 12 milhões de pessoas no mundo são diagnosticadas todo ano com câncer. No Brasil, o INCA calculou que houve 580 mil casos novos da doença no ano passado.

Segundo Jerusa Miqueloto, oncologista do Laboratório Frischmann Aisengart, há muito tempo o câncer, de um modo geral, não é considerado uma doença fatal. Isso porque, quando o tumor é detectado no estágio inicial, a possibilidade de cura é de mais de 90%. “Por este motivo nós, médicos, insistimos tanto na questão da Medicina Preventiva e na realização dos exames periódicos. No caso do câncer, o sucesso do tratamento tem uma ligação direta com o diagnóstico precoce”, enfatiza.

Como os tratamentos contra o câncer têm sido cada vez mais eficazes, a Dra. Jerusa relata que um dos temas de grande destaque no momento é o acompanhamento pós-cura. “Os cuidados de que o paciente vai precisar são inquestionáveis, já que o corpo fica debilitado e exige um acompanhamento cauteloso”, diz. Mas cada caso é diferente, e vai ser analisado de acordo com o tipo e a extensão da doença, os remédios e a terapia usados, além da idade e das condições clínicas da pessoa.

Para a oncologista, a recuperação dos efeitos da quimioterapia e da radioterapia costuma levar entre três e seis meses. No caso de cirurgias, como a retirada de um órgão, a recuperação pode se efetivar em ainda mais do que um semestre, dependendo da gravidade do procedimento.  Quanto à imunidade, a Dra. Jerusa relata que ela é normalizada depois de cerca de um mês de terminada a quimioterapia ou a radioterapia. “Isso se não houver complicações, como a queda dos glóbulos brancos”, pondera.

A Dra. Jerusa exemplifica que, nos casos em que há cirurgia ou consumo de medicamentos muito tóxicos, poderá haver restrições alimentares mais severas. Em geral, segundo a especialista, indica-se o consumo de alimentos com rápida digestão, fracionamento das refeições ao longo do dia, evitar alimentos gordurosos e muito quentes. Para quem sofre com as náuseas e feridas na boca decorrentes do tratamento, uma opção são os sorvetes, que alimentam e são bem tolerados. “Temos que lembrar que, nesta fase pós-tratamento, o paciente está muito sensível, sendo recomendável a prescrição de uma dieta com todos os nutrientes necessários. Tudo com o objetivo de acelerar a recuperação da saúde”, afirma.

Uma indicação da médica para esta fase é a prática de exercícios físicos, porque garantem disposição extra para suportar o pós-tratamento. “Mas precisam ser leves e feitos sob supervisão”, alerta.

Por fim, a Dra. Jerusa lembra que, depois da cura, consultas frequentes serão agendadas para a avaliação da recuperação e para o acompanhamento do estado clínico do paciente. Normalmente, estas consultas vão acontecer com a frequência em torno de: a cada 3 a 6 meses nos primeiros três anos, a cada 6 a 12 meses nos 2 anos subsequentes e, posteriormente, anualmente. Isso porque, quando existe, a maioria das recorrências de câncer acontece nos primeiros cinco anos após o tratamento.

Cuidado precoce para a saúde dos rins

Jerusa Miqueloto, hematologista do Laboratório Frischmann Aisengart, é quem fala sobre o assunto

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Estudos mostram que 10% da população do mundo têm Doença Renal Crônica.  Na população com 75 anos ou mais, este percentual chega a perto de 50%. Segundo Jerusa Miqueloto, hematologista do Laboratório Frischmann Aisengart, um dos principais motivos destes altos índices são os diagnósticos tardios de pessoas com disfunções nos rins. “Muitos pacientes, antes de começar a fazer hemodiálise, nem sabem que são doentes renais crônicos e acabam sendo atendidos numa emergência”, explica.

A Dra. Jerusa conta que os testes de detecção, que podem ser de urina ou de sangue, devem ser realizados sistematicamente em pacientes com alto risco para a doença. São considerados fatores de risco problemas como o diabetes, pressão alta, doença renal na família, idade avançada e doenças cardiovasculares.

A médica descreve que, visando à prevenção da disfunção nos rins, existem cuidados que podem ser tomados como manter a pressão alta sob controle, fazer exame de urina para detectar proteína e fazer exame de sangue para dosar a creatinina. “Mais do que ações para diagnóstico e para tratamento, é necessária a prevenção da doença”, avalia.

Após o diagnóstico do problema, que leva à perda da função de filtragem dos rins, vem o tratamento, que acompanha o progresso da doença. “Na fase inicial o paciente precisa fazer uma mudança na dieta. Caso o paciente tenha pressão alta e diabetes, tomar medicamentos para controlar, além de remédios para reduzir a eliminação de proteínas pelos rins. Já na fase mais avançada da insuficiência renal, são necessárias realizações de sessões de diálise, uso de medicamentos específicos e, em alguns casos, o transplante renal”, revela.