Dicas para cuidar da saúde no inverno

A endocrinologista do Frsichmann Aisengart, Dra. Myrna Campagnoli, conta como fortalecer a resistência do corpo.

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Ao contrário do que é comumente pensado, o aumento da incidência de doenças durante o inverno não acontece por conta do enfraquecimento do sistema imunológico. Como explica Myrna Campagnoli, endocrinologista e diretora médica do Laboratório Frischmann Aisengart, a mudança de temperatura não determina a queda da imunidade. Na verdade, durante os dias mais frios, as pessoas tornam-se mais suscetíveis a doenças por permanecerem em lugares fechados e terem maior contato com infectados. Mas se o indivíduo tiver um sistema imunológico saudável, o organismo terá mais chances de combater os vírus e bactérias.

Segundo a especialista, tomar alguns cuidados básicos e manter uma alimentação regrada, a rotina de exercícios físicos e a carteira de vacinação em dia contribui para a resistência do corpo contra doenças, e é essencial em qualquer estação. Para ela, as vacinas são a forma mais eficaz de proteger o corpo contra algumas doenças, como a gripe e outras que podem ocasionar danos permanentes à saúde.

Um dos principais sintomas de baixa imunidade é a dificuldade para se recuperar de complicações, até mesmo as mais simples como herpes, otites, infecções e gripes. Cansaço excessivo e queda de cabelo também são sinais de alerta. Se um ou mais desses indícios se manifestar, um médico deve ser consultado para avaliação.

Entre as causas mais comuns para a baixa no sistema imunológico, segundo a Dra. Myrna são:

Estresse: Quando a pessoa passa por situações de estresse, o organismo produz hormônios que têm ação imunossupressora. Por isso, é importante deixar o nervosismo de lado e incluir as atividades físicas no dia a dia para liberar a tensão.

Dormir mal: O sono é fundamental para diminuir os níveis de estresse do organismo. Sem ele, ficamos mais suscetíveis às doenças. Para adultos, recomenda-se de sete a oito horas de sono diárias.

Falta de vitamina C: Se for consumida isoladamente, sem o balanceamento de outros nutrientes, a vitamina C não será de muita valia. Para aumentar a imunidade, tenha uma dieta equilibrada e procure consumir alimentos ricos em zinco (presente em castanhas, cogumelos e grãos), vitamina A (presente na cenoura, milho e abóbora) e vitamina E (presente em grãos, como o milho e a canola).

Intolerância ao glúten: entenda a doença celíaca

O endocrinologista do Laboratório Frischmann Aisengart, Dr. Alexandre Menna Barreto, fala sobre os sintomas e tratamento da doença.

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Você sabia que cerca de 1% da população brasileira é intolerante ao glúten? Segundo o Dr. Alexandre Menna Barreto, a doença é mais frequente entre as mulheres, mas o diagnóstico em homens e crianças vem crescendo nos últimos anos. A doença celíaca é uma condição autoimune que causa a inflamação crônica do intestino delgado. Essa inflamação leva à alteração na absorção de nutrientes.

Algumas pessoas apresentam os sintomas clássicos da doença, que são gastrintestinais (diarreia ou constipação, dor e distensão abdominal) e extraintestinais (fadiga, uma doença cutânea benigna chamada de dermatite herpetiforme, anemia, osteoporose). Mas a intolerância ao glúten também pode ser assintomática, dificultando seu diagnóstico. “Em crianças, muitas vezes a única manifestação da doença é o déficit de crescimento”, diz o médico.

Para tratar a doença, uma dieta isenta de glúten deve ser feita ao longo da vida. Normalmente há recuperação total das alterações intestinais e uma grande melhora na qualidade de vida.

Quem possui outras doenças autoimunes, como diabetes do tipo 1 e tireoidite autoimune, bem como histórico familiar de doença celíaca, deve ter cuidado redobrado e seus exames sempre em dia. “É preciso se submeter a exames específicos, assim como à avaliação do gastroenterologista, para que haja comprovação”, afirma o Dr. Alexandre.

Atualmente a investigação é realizada por testes sorológicos, entre os quais os anticorpos antitransglutaminase IgA, anticorpo antiendomísio IgA e anticorpo antigliadina, além de biópsia do intestino, quando indicada.

Longevidade é uma questão de hábito

Manter hábitos saudáveis ajudam não apenas a viver melhor. Ajudam a viver mais. A Dra. Myrna Campagnoli, médica endocrinologista do Frischmann, explica o porquê.

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Alimentação saudável, atividade física, controle de doenças associadas ou até mesmo suspender o cigarro e o álcool são hábitos que podem ser cotidianos, mas que não se adquirem de um dia para o outro.

Segundo uma pesquisa feita em setembro de 2013 por um grupo de cientistas da Universidade da Califórnia, mudanças no estilo de vida podem fazer com que o DNA das células se recupere do desgaste acumulado ao longo do tempo. “A pesquisa avaliou 35 homens com câncer de próstata. Aqueles que adotaram uma dieta à base de vegetais, seguiram à risca uma rotina recomendada de exercícios físicos, e passaram a fazer meditação e ioga com o intuito de se livrar do estresse apresentaram células mais novas em termos genéticos”, cita a Dra. Myrna Campagnoli, endocrinologista do Frischmann Aisengart.

Entre as “fórmulas antienvelhecimento” às quais os pacientes mais recorrem estão a reposição hormonal e suplementação com antioxidantes, vitaminas e sais minerais. Mas a médica adverte: “Os hormônios, quando prescritos de forma errada, podem causar malefícios ao paciente. Além disso, podem existir casos de efeitos colaterais, pois não existem testes liberando essas substâncias para essa finalidade.”. A Dra. Myrna alerta que tentar retardar um processo natural do corpo humano pode ser prejudicial à saúde.

Segundo a especialista, a alimentação saudável deve ser variada e saborosa, contendo todos os nutrientes necessários para o bom funcionamento do organismo. Dietas muito restritivas privam o organismo da variedade de nutrientes, e por isso, não é o ideal para o corpo. “Saladas, legumes, verduras e frutas podem tornar o prato ainda mais apetitoso e vitaminado. Todavia, é importante que os demais nutrientes como carboidratos e proteínas também estejam presentes em nossas refeições”, explica. A médica ainda revela que o consumo exagerado de bebidas alcóolicas é um fator prejudicial. Além de ser um risco para a saúde podendo se tornar um vício, o álcool é extremamente calórico.

Por fim, a Dra. Myrna recomenda que estas mudanças e adequações na rotina sejam feitas sempre com orientação profissional, mas que são amplamente benéficas. Além do ganho estético e psicológico, hábitos mais saudáveis proporcionam mais energia, rendimento nas atividades diárias e bom humor. “A maior longevidade será conquistada com uma saúde de melhor qualidade”, finaliza.