Afinal, por que o sal virou vilão?

Os níveis de sódio são a preocupação do momento. Entenda os motivos

Sal - cortado

Alguns alimentos ganham, repentinamente, fama de vilões da saúde. Um dos últimos a sofrer essa mudança de papel foi o sal. Mas por que isso aconteceu?

O sódio, base do sal, quando consumido em excesso, é responsável pelo aumento do risco de desenvolvimento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), tais como hipertensão arterial, doenças cardiovasculares e doenças renais.

O Ministério da Saúde estima que a população brasileira consome cerca de 12 gramas de sal por dia, mais do que o dobro recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de até 5 gramas diárias.

Os resultados desse exagero já aparecem há algum tempo. Em 2007, as DCNT foram
responsáveis por 72% do total das mortes por causa conhecida. Internações por acidentes vasculares cerebrais, infarto do miocárdio e outras doenças isquêmicas oneraram em 2010 quase U$ 20 milhões o Sistema de Saúde brasileiro.

Importante, também, é notar que grande parte dessa ingestão é causada por alimentos industrializados. “O excesso provém, em grande parte, dos alimentos processados, já que eles contêm sal na forma do seu princípio ativo, o sódio”, explica nosso endocrinologista, Dr. Mauro Scharf.

Para reduzir o consumo de sódio, nosso especialista lista algumas mudanças na rotina:

  • Retirar o saleiro da mesa;
  • Controlar o uso do sal no cozimento;
  • Preferir sempre alimentos frescos aos industrializados;
  • Substituir o sal por temperos e ervas frescas ou secas, evitar os temperos prontos, temperar a salada com molhos caseiros sem sal;
  • Evitar sopas prontas, embutidos, conservas salgadas, salgadinhos, frios salgados e queijos gordos.

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