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Autoexame simples ajuda a diagnosticar doenças da tireoide

Dr. Mauro Scharf, diretor médico e endocrinologista do Laboratório Frischmann Aisengart, explica como fazer o autoexame.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo têm alguma doença ligada à tireoide. Uma maneira de a própria pessoa procurar detectar se a tireoide está aumentada é o autoexame, que é facilmente realizado com um copo de água e um espelho.

Dr. Mauro Scharf, diretor médico e endocrinologista do Laboratório Frischmann Aisengart, revela que o autoexame tem a finalidade de identificar anormalidades, mas não exclui a necessidade de consultar regularmente o médico. “Uma visita ao médico é imprescindível”, afirma. Ele reforça que os autoexames, em geral, são uma maneira de o paciente auxiliar o médico no diagnóstico precoce, fundamental para a cura de determinadas doenças.

 

Scharf explica que o autoexame da tireoide deve ser feito por meio das seguintes etapas:

  1. Segure um espelho em frente ao pescoço, na direção da localização da tireoide, com a outra mão segure um copo com água.

  2. Estenda a cabeça para trás como se fosse olhar para o teto, mas de forma que possa ver o pescoço no espelho e beba um gole de água.

  3. Ao engolir, observe, na região da projeção da tireoide, se há alguma elevação ou saliência.

  4. Caso algum nódulo ou elevação localizada seja percebido, um endocrinologista deve ser procurado para uma avaliação mais detalhada.

 

O endocrinologista ressalta que o autoexame tem a finalidade de identificar o aumento do volume da glândula ou a presença de nodulações evidentes e que, entretanto, não há correlação direta com o estado funcional da glândula. “Portanto, não exclui a necessidade de consultar regularmente o médico, bem como da eventual realização de exames laboratoriais e de imagem (ultrassonografia)”, afirma.

 

tireoide

Síndromes cromossômicas: saiba mais sobre elas

Seja Down, Edwards ou Patau, o que você conhece sobre trissomias?

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Trissomias são doenças cromossômicas. Elas se apresentam de diferentes maneiras, porém todas elas vêm de um distúrbio genético nos cromossomos. O tratamento de cada uma delas é diferente. Veja quais são essas diferenças:

Síndrome de Down
Quando uma pessoa apresenta três cromossomos 21 ao invés de dois, ela apresenta, também, diferentes níveis de deficiência intelectual e aparência facial típica da doença.

As pessoas acometidas pela doença costumam ter estatura mais baixa, achatamento da parte de trás da cabeça, inclinação das fendas palpebrais, pequenas dobras de pele no canto externo dos olhos, orelhas e boca pequenas, língua proeminente, tônus muscular diminuído, mãos e pés pequenos e excesso de pele na nuca.

Há alguns problemas de saúde comuns em quem tem Síndrome de Down, como deficiência auditiva (80% a 90%); doença congênita do coração (30%); problemas intestinais; distúrbios oculares; problemas ortopédicos; leucemia e convulsões.

Não há prevenção da doença, mas quanto mais cedo for diagnosticada, maiores as chances de uma vida normal. Melhorar o desenvolvimento da criança, trabalhar a fisioterapia motora e aprimorar a articulação dos sons da fala são algumas das ações que aumentam a qualidade de vida.

Síndrome de Patau
No caso da Síndrome de Patau, a pessoa apresenta três cromossomos 13, ao invés de dois. A síndrome, também conhecida como Bartholin-Patau, origina-se no óvulo e é mais comum em gestantes com mais de 35 anos.

Os sinais da doença são malformações do sistema nervoso central, baixo peso ao nascer, defeitos na formação dos olhos, problemas auditivos; dificuldades no controle da respiração, lábio leporino e problemas cardíacos congênitos.

A anomalia é mais comum em meninas, afetando em torno de 1 em cada 7.000 nascidos. A doença é a principal responsável por aborto espontâneo no primeiro trimestre da gestação.

Síndrome de Edwards
A trissomia 18, como diz o nome, é a presença de três cromossomos 18 ao invés de dois. Mais comum entre meninas, atinge 1 em cada 8.000 nascidos.

Assim como a Síndrome de Patau, a doença diminui as chances de vida do bebê. Estima-se que, em 95% dos casos, a doença resulte em aborto espontâneo.

Os portadores da deficiência apresentam deficiência física, choro fraco, musculatura esquelética fraca, pouca resposta a estímulos sonoros, deficiência intelectual, crânio disfórmico e maxilares recuados.

Detecção
Os testes invasivos atualmente disponíveis para descobrir a presença de anomalias cromossômica ficaram no passado. Hoje, a partir da 9º semana gestação, de forma segura, através de uma simples amostra de sangue retirado do braço da mãe pode ser feita a analise para descoberta das síndromes mais comuns.

“A partir desse material, será feita a amplificação do DNA presente na amostra. No passo seguinte, é feito o sequênciamento dos SNP’s (polimorfismos de nucleotídeo único), marcadores altamente variáveis que permitem diferenciar duas pessoas. Como metade do material do bebê é herdada metade da mãe e metade do pai, parte dos SNP’s será igual e parte diferente. Através da análise dos valores encontrados por um programa próprio para isso, será feito um perfil de SNP’s da mãe e do feto para estimar, com alta probabilidade de acerto, se o bebê possui alguma das síndromes investigadas”, explica Dr. Gustavo Guida, nosso geneticista.

Com o resultado em mãos em 10 dias, o médico vai tirar as dúvidas, esclarecer as possibilidades de tratamentos e orientar quanto aos profissionais mais indicados para os cuidados desse bebê.

Sintomas de uma crise de pânico são parecidos com os de um infarto

Falta de ar, transpiração e coração acelerado: pode ser uma crise de pânico

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A síndrome do pânico é um transtorno mental de ansiedade que causa ataques repentinos de medo e desespero. Falar em público, ficar preso em um engarrafamento, se ver no meio de uma multidão… Estes são gatilhos comuns da crise de pânico, mas ela também pode surgir quando menos se espera – durante o sono, por exemplo. Leia Mais

Mitos e verdades sobre a osteoporose

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Ao contrário do que muitos pensam, nossos ossos não param de trabalhar depois que atingimos a nossa altura máxima. Ainda que seu tamanho possa permanecer o mesmo por décadas, o trabalho dos ossos é constante – para se ter uma ideia, a cada dez anos o esqueleto humano se renova por inteiro.

Compostos por uma matriz na qual se depositam complexos minerais com cálcio, os ossos possuem dois tipos de células: os osteoclastos, que reabsorvem as áreas envelhecidas, e os osteoblastos, que produzem ossos novos. Com o passar dos anos, porém, a absorção das células velhas aumenta, e a formação de novas células ósseas diminui. Leia Mais

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