Como conviver com o transtorno bipolar

Auxiliar o paciente a procurar ajuda é fundamental

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Angústia, desânimo, falta de vontade de começar o dia. Depois, animação, confiança extrema, vontade de fazer várias coisas ao mesmo tempo. Assim é o dia a dia de uma pessoa que sofre com o transtorno bipolar. A doença é preocupante e deve ser tratada assim que os primeiros sintomas aparecerem: de 35% à 50% dos portadores do transtorno tentam o suicídio.

Uma pessoa com transtorno bipolar apresenta oscilações de humor, variando entre a euforia e a depressão. As crises podem durar apenas algumas horas, ou até mesmo dias e meses. Ainda não é sabido o que causa o transtorno bipolar, apesar de existirem estudos que apontam que a doença pode estar associada a alterações funcionais do cérebro responsáveis pelo processamento de emoções.

Os episódios de oscilação do humor podem ser desencadeados por diversos motivos, depende de cada indivíduo, mas mudanças na vida, períodos de insônia, uso de drogas e de medicamentos como antidepressivos ou esteroides podem colaborar com uma crise.

Durante os episódios de euforia o paciente pode apresentar uma autoestima muito alta, compulsão alimentar e sexual, irritabilidade, agitação, pouco controle do temperamento e pouca necessidade de sono. Já nos episódios de depressão, o paciente pode apresentar dificuldade em se concentrar, desânimo, tristeza, sentimento de culpa, excesso de sono, perda de peso e apetite e pensamentos sobre morte e suicídio.

É importante lembrar que é normal ter períodos de felicidade e tristeza ao longo da vida, principalmente quando são desencadeados por momentos pontuais, como um aniversário ou o fim de um relacionamento, por exemplo. O que chama atenção no caso da bipolaridade é como o comportamento do paciente é desproporcional e inadequado ao momento e ao ambiente.

Convivendo com o transtorno

Os familiares e amigos precisam, antes de tudo, não ter medo dos episódios e tentar não responder agressivamente, principalmente na fase da euforia. Procurar ajuda médica e tratamento adequado são fundamentais. É importante que o paciente com transtorno comece o tratamento até 72 horas depois da primeira crise, para não haver prejuízos. No Brasil existe a ABRATA, Associação Brasileira de Transtornos Afetivos, que ajuda pessoas com transtornos do humor. Conversar com outras pessoas que têm o transtorno para trocar informações e experiências pode ser uma excelente ajuda.

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