Cuidado com as doenças da tireóide

Alteração na glândula pode trazer riscos à saúde

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O nome tireóide vem do grego e significa “escudo”. A glândula ganhou esse nome por causa do seu formato, que também parece uma borboleta. Ela é uma das maiores glândulas endócrinas do corpo e fica na frente da laringe, na região mais baixa do pescoço.

Sua função é importante: ela produz os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que regulam a velocidade do funcionamento do organismo. São eles que controlam os processos que acontecem no interior de cada célula, regulando a energia para o metabolismo do nosso corpo.

O excesso desses hormônios altera o metabolismo, deixando-o mais acelerado, com mais calor, com insônia e por vezes com tremores nas mãos, emagrecimento e acelerando muitas vezes o funcionamento intestinal e os batimentos do coração. Chamamos isso de hipertireoidismo.

Já a falta dos hormônios da tireóide, torna nosso metabolismo mais lento, deixando-nos com mais preguiça, indisposição, sonolência, frio, pele seca e facilita o ganho de peso. Pode tornar o funcionamento do intestino mais lento e desacelerar os batimentos do coração. Esse é o hipotireoidismo.

Calcula-se que mais de 300 milhões de pessoas em todo o mundo tenham alguma doença ligada à glândula. As mais comuns são o hipotireoidismo, hipertireoidismo, bócio difuso (aumento de toda a tireoide), bócio nodular (presença de um ou mais nódulos), inflamações, infecções e tumores. “Essas alterações podem ocorrer separadamente ou em conjunto”, afirma nosso médico endocrinologista, Dr. Mauro Scharf. “Por exemplo, é comum que o hipotireoidismo e o hipertireoidismo venham acompanhados de bócio”.

Como é feito o diagnóstico para saber se há algum problema?
Após uma conversa com o médico sobre o histórico do paciente e familiar, mais um simples exame de palpação, são pedidos alguns testes. O endocrinologista frequentemente pede um exame de sangue para analisar o TSH (hormônio da hipófise que controle a tireoide), que pode vir junto com um exame de T3, T4 ou T4 livre. Em alguns casos também é observada a dosagem de anticorpos antitiroidianos.

Se o resultado indicar alguma alteração, normalmente também é feita uma ultrassonografia para saber se não há inflamação ou nódulos. Em nódulos maiores que 1 cm, os médicos fazem a aspiração de algumas células com uma agulha (punção) para afastar a hipótese de câncer.

Tratamento
Nos casos mais simples de hipotireoidismo, o tratamento é realizado com a reposição de hormônio tireoidiano em doses orais. O endocrinologista vai prescrever uma dose diária do medicamento e monitorizar a função da tireóide até atingir a dose ideal para o caso específico da pessoa. No caso de hipertireoidismo, o medicamento vai diminuir a produção do hormônio.

Nos casos em que há nódulo, o paciente fará acompanhamento periódico (ultrassom, ultrassom doppler e/ou punção). E de acordo com as características do nódulo, poderá ser necessário um procedimento cirúrgico para a retirada de toda ou parte da glândula. “A melhor conduta será orientada pelo médico após avaliação personalizada e por vezes, o uso do iodo radioativo pode ser necessário”, explica Dr. Scharf.

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