Drogas: os seus efeitos nos usuários

No Dia Nacional de Combate às Drogas, mostramos os principais efeitos de algumas delas

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Quase 10% dos adolescentes brasileiros já usaram drogas ilícitas, segundo o IBGE. 62% das pessoas que já experimentaram maconha, o fizeram antes dos 18 anos. De acordo com dados do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), o Brasil é o segundo maior consumidor de cocaína no mundo e o maior mercado de crack. O consumo de drogas é uma realidade, mas nem todo mundo sabe dos efeitos físicos e psicológicos que elas têm nos usuários. Nós mostramos para você:

Maconha: todos os efeitos imediatos da maconha podem ser bidirecionais, ou seja, eles dependem muito do usuário, da dose e do ambiente. Algumas pessoas podem ter uma diminuição da atividade locomotora, aumento da frequência cardíaca, hipotermia, aumento de apetite e relaxamento e calma. Outras, porém, podem apresentar reações completamente opostas, como ansiedade e angústia. A longo prazo, a maconha pode causar uma diminuição no número de espermatozoides nos homens e diminuir a capacidade pulmonar, podendo causar câncer e bronquite aguda.

LSD: o LSD é uma substância sintética que pode ocasionar alucinações, delírios e ilusões. Quem o usa costuma ter a inversão dos sentidos, ou seja, o usuário “enxerga” uma música, ou “ouve” cores. Em pessoas predispostas a ter sintomas psiquiátricos, o LSD pode causar surtos psicóticos e até levar a morte. Crises de pânico, perda de sono e falta de interesse na vida sem o LSD também são sintomas comuns.

Cocaína: por ser uma droga estimulante, a cocaína age no cérebro dando prazer, mas também pode agir no coração, causando arritmia e aumento da frequência respiratória. Infarto e acidentes vasculares cerebrais são comuns quando há o uso excessivo da cocaína. Quando consumida regularmente, ela pode causar delírios, alucinações e paranoia. Por ser inalada, a cocaína pode causar necrose do septo nasal e dos tecidos próximos a ele. Os usuários também apresentam bruxismo e problemas nos pulmões, como hipertensão pulmonar e hemorragia alveolar.

Ecstasy: aumento da socialização, sensação de bem-estar, euforia e estado de alegria são os principais efeitos imediatos do ecstasy, que duram cerca de oito horas. Nos dias seguintes após o uso, o usuário pode apresentar dores musculares nas pernas e costas, dores de cabeça, perda do apetite e do sono e, até mesmo, breves momentos de psicose. Os efeitos mais preocupantes, no entanto, são para o uso ao longo prazo: lesões nos neurônios, complicações hepáticas e aumento da pressão arterial.

Crack: a sensação de prazer e confiança que o crack gera dura cerca de cinco minutos, por isso quem o usa consome uma grande quantidade da droga, buscando prolongar os seus efeitos. Após três semanas, o crack já causa sérios danos à saúde. Ele queima as vias respiratórias e destrói os alvéolos, facilitando a contração de infecções. Além disso, o crack pode causar infartos, náuseas, falta de apetite e dificuldades para controlar impulsos e fazer planejamentos.

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