Entenda importância de diagnosticar diabetes com antecedência

A doença pode levar de 5 a 7 anos para se desenvolver, mas pode ser identificada cedo com exames periódicos.

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Você sabia que cerca de 30% das pessoas com diabetes não sabem que são portadoras da doença? E que até 25% das pessoas recém diagnosticadas já tem complicações relacionadas?
Isso ocorre porque seus sintomas são comuns, como uma simples tontura, dificuldade visual, cãibra ou disfunção erétil. Em alguns casos ainda, o diabetes não apresenta sintoma nenhum, podendo chegar a um período de 5 a 7 anos entre o início e o diagnóstico da patologia.
Segundo a Dra. Emanuela Cavalari, endocrinologista do Frischmann, o diabetes que não é tratado pode resultar em várias outras complicações micro e macrovasculares, como lesões nos rins, distúrbios neurológicos e infarto. A especialista reforça que o diagnóstico precoce é fundamental para minimizar os danos da doença.
“O segredo para diagnosticar o diabetes com antecedência é realizar consultas e exames periodicamente, sob orientação do médico”, explica Emanuela, que completa, afirmando que a prevalência do diabetes no Brasil aumenta com a idade: “Enquanto 2,7% das pessoas na faixa etária de 30 a 59 anos têm a doença, o índice pula para 17,4% entre os pacientes com idade entre 60 e 69 anos”.
Gestantes devem ter atenção redobrada e manter seu nível de glicose controlado, já que bebês de mães portadoras de diabetes estão em maior risco de mortalidade em comparação com crianças nascidas de mães sem a doença. É recomendado que a dosagem de glicose dos recém-nascidos de mães diabéticas seja feita logo após o parto, uma vez que esses bebês apresentam um risco maior de hipoglicemia (queda da glicose).
Saiba mais sobre os diabetes tipo 1 e 2 e quais os exames para identificá-los:

DIABETES TIPO 1

O diabetes tipo 1 acomete principalmente crianças, adolescentes e jovens adultos. É uma doença autoimune que destrói as células produtoras de insulina no pâncreas, o que torna necessárias as injeções para regular a glicose.
Para detectar a doença, o paciente pode fazer os seguintes exames: glicemia de jejum, que mede o nível de açúcar no sangue naquele momento, e hemoglobina glicada, que mostra a quantidade média de açúcar no sangue nos últimos três meses. Também é necessário atenção caso aconteça a glicemia ocasional elevada mesmo quando a pessoa não está em jejum. Essa condição, aliada a outros sintomas da doença como emagrecimento, fome e sede excessiva, pode indicar a presença da patologia.

DIABETES TIPO 2

O diabetes tipo 2 está relacionado ao sedentarismo, à obesidade e a resistência à ação da insulina, sendo mais comum em pessoas que já passaram dos 45 anos.
Nesse tipo de patologia, cerca de 50% dos pacientes desconhecem ter a doença por apresentar pouco ou nenhum sintoma, podendo haver um período de 5 a 7 anos entre o início da doença e seu diagnóstico. Por isso, a Dra. Emanuela lembra que não se deve esperar um quadro clínico, e sim identificar grupos de risco: pessoas com idade acima de 45 anos, ou mais jovens que tenham fatores suscetíveis à doença, como obesidade, hipertensão arterial, alteração do colesterol, ovários policísticos e histórico familiar de diabetes. Para rastrear a doença nesses pacientes, é feita a dosagem da glicemia em jejum.