Estudo sugere que a depressão pode estar ligada a um problema nas sinapses do cérebro

Descoberta pode ser o começo da criação de um “antidepressivo sob medida”

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Até muito recentemente, cientistas do mundo inteiro acreditavam que a depressão estava ligada à falta de serotonina, um neurotransmissor que tem influência no humor e nas emoções. No entanto, um estudo conduzido pela Universidade de Tel Aviv surgiu para mudar esta ideia e dar uma nova opção de tratamento.

Segundo Noam Shonrom e David Gurwitz, especialistas em genética da instituição, existe uma ligação entre a depressão e um gene chamado CHL1. Este gene, por sua vez, é responsável pela criação das sinapses cerebrais, estruturas que permitem os impulsos elétricos ou químicos entre um neurônio e outro. Em outras palavras, quem sofre de depressão pode estar com um mero problema na comunicação entre as células nervosas.

Segundo os especialistas, cada pessoa tem diferentes níveis de expressão desse gene. Quando o seu nível é baixo, a criação de sinapses se reduz e a chance de o paciente desenvolver um quadro depressivo aumenta.

A descoberta é relevante porque pode agilizar o processo de tratamento dos pacientes com depressão, incentivando a criação de medicamentos feitos “sob medida”. Na teoria, um simples exame de sangue pode ser suficiente para concluir, com precisão, qual é a quantidade ideal para tratar o caso específico da pessoa.

De acordo com o cientista, hoje a eficácia de remédios antidepressivos é de 50% a 60%. Isto tende a melhorar: “com a tecnologia que estamos desenvolvendo, será possível obter uma eficácia bem maior e um tratamento mais pessoal e adaptado à constituição genética de cada paciente”, explicou Shonrom.

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