Hormônios e amamentação

Myrna Campagnoli, endocrinologista do Laboratório Frischmann Aisengart, é quem debate o tema

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De acordo com o Relatório Mundial da Infância do UNICEF, menos de 35% dos bebês que nascem em todo o mundo são exclusivamente alimentados por meio da amamentação nos primeiros seis meses de vida.

Myrna Campagnoli, endocrinologista e integrante do corpo clínico do Laboratório Frischmann Aisengart, afirma que é importante, além de reforçar todos os benefícios da amamentação, também educar as mães sobre quais hormônios atuam na amamentação. “Às vezes, sem querer, as mães podem até inibir a produção desses hormônios”, diz.

De acordo com a Dra. Myrna a boa amamentação está diretamente ligada aos hormônios ocitocina e prolactina, que agem para que o leite seja produzido e encaminhado à mama no período de amamentação. A ocitocina estimula a contração das células musculares, expulsando o líquido para fora dos alvéolos, além de contrair o músculo do útero durante e após o nascimento. “Este processo ajuda o útero a voltar ao seu tamanho original e diminui o sangramento da mulher após o parto”, explica.

Já a prolactina, que é o chamado de “hormônio materno”, é liberada a partir do cérebro para a corrente sanguínea da mãe, o que faz com que as células alveolares reajam, produzindo o alimento.

Além destes dois hormônios fundamentais, segundo a médica, há o estrógeno, que estimula o desenvolvimento dos ductos por onde o leite passa, e a progesterona, que atua no crescimento dos alvéolos e dos lóbulos. “A liberação destas substâncias é responsável, em parte, pelo intenso sentimento da mãe, de que necessita estar com seu bebê”, conta.

A endocrinologista reforça que o conhecimento das substâncias é necessário, já que, em algumas situações, podem atrapalhar a produção do alimento. “Mães que estão passando por situações de estresse ou muita tensão produzem uma quantidade anormal de adrenalina, que bloqueia a ocitocina, fundamental à amamentação”, sinaliza.

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