Pesquisa afirma: apenas 1 minuto de exercício pode fazer a diferença

Indo contra a opinião geral, estudiosos americanos defendem os benefícios do exercício rápido

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O sedentarismo e a obesidade são epidemias mundiais e é de comum acordo que qualquer exercício é melhor do que nenhum exercício. No entanto, enquanto a maioria dos especialistas defende a prática de atividades físicas por no mínimo 20 ou 30 minutos, pesquisadores da Universidade de Utah afirmam que apenas 1 minuto já pode ser suficiente.

Durante sete dias eles usaram um acelerômetro que mediu a intensidade e duração dos movimentos diários realizados por um grupo de 4.500 adultos, de 18 a 64 anos. A equipe chegou à conclusão de que sessões diárias, breves e intensas, poderiam ter o mesmo efeito de exercícios mais moderados e prolongados.

A descoberta vem para tranquilizar muita gente que não tem tempo para fazer academia. Correr para pegar o ônibus, subir as escadas do metrô, andar pela casa enquanto fala ao telefone – tudo o que fizer a frequência cardíaca acelerar já serve para a queima de calorias e manutenção do corpo.

Para eles, fazer 10 destes pequenos exercícios de 1 minuto ao longo do dia é muito mais benéfico que 10 minutos ininterruptos de atividade moderada. “Quando se trata de manter o peso ideal e melhorar a qualidade de vida, cada movimento conta. A intensidade do exercício é mais importante que sua duração”, afirma Jessie Fan, uma das cientistas envolvidas.

O estudo também descobriu que, quando as pessoas adicionam estes exercícios rápidos e vigorosos, os homens tendem a ultrapassar a recomendação mínima de 150 minutos por semana, chegando a 246 minutos de atividade. No caso das mulheres, o número cai para 144 minutos, o que é abaixo do recomendado, mas ainda acima da média geral.

“Saber que até mesmo curtos períodos de atividade intensa podem trazer efeitos positivos é uma mensagem encorajadora para promover uma saúde melhor”, concluiu Fan. Agora ficou bem mais simples fazer um esforço para evitar obesidade, diabetes, doença cardiovascular, câncer, doenças hepáticas, renais e muito mais. Que tal colocar em prática?

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