Seis informações importantes para serem avaliadas nos rótulos dos alimentos

Endocrinologista do Frischmann Aisengart lista itens que devem ser observados na hora de realizar as compras

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Muita gente deixa para fazer as compras depois do expediente e acaba não se atentando aos alimentos que coloca no carrinho. De acordo com Myrna Campagnoli, endocrinologista que integra o corpo clínico do Laboratório Frischmann Aisengart, para evitar cair em armadilhas é fundamental ler os rótulos na hora de escolher os alimentos. “Até mesmo as versões light podem não ser nutricionalmente boas para o organismo”, explica.

Para a especialista, não é necessário ler todo o rótulo, mas algumas informações merecem destaque. Os ingredientes, por exemplo, mostram qual a composição do produto de forma decrescente. Se o primeiro ingrediente presente na lista for farinha de trigo, então é o que está em maior quantidade no produto.

A tabela nutricional também contém informações como calorias, açúcares e gorduras. “Os dados colocados na tabela servem para controle nutricional, e devem ser lidos, principalmente, por quem tem restrições alimentares, como os hipertensos, que precisam evitar o sódio”, afirma a Dra. Myrna.

 

Para ajudar na compreensão da tabela nutricional, a endocrinologista listou alguns itens que merecem mais atenção:

 

  1. Valor energético: Corresponde à energia produzida pelo corpo proveniente de carboidratos, gorduras e proteínas. Ele costuma ser o primeiro item da tabela, colocado em forma de quilocalorias (kcal). Para quem segue dietas com restrições de calorias, este dado é muito importante.
  2. Quantidade da porção: Quem nunca comprou um pacote de salgadinho achando que tinha poucas calorias, mas ao chegar em casa percebeu que o número correspondia a apenas um terço do pacote? Este é um dos primeiros itens que deve ser olhado a fim de evitar surpresas.
  3. Gorduras saturadas: Encontrada principalmente em alimentos de origem animal, essa gordura, quando consumida em excesso, aumenta o colesterol ruim (LDL). Para saber se o produto tem muito desse nutriente, lembre-se que o recomendado é apenas 20 gramas ao dia. Ou seja, alimentos com mais de 2 gramas a cada 100 gramas já representam 10% da cota diária.
  4. Sódio: Está presente em quase todos os alimentos industrializados, inclusive nos doces. O seu consumo excessivo pode ser prejudicial, principalmente aos hipertensos. O indicado é que, a cada 100 miligramas de um alimento, deve haver, no máximo, 200 miligramas de sódio.
  5. Fibras: Além de ajudar no regulamento do intestino, as fibras são também importantes aliadas para a redução da absorção do colesterol e de açúcares. Segundo a Dra. Myrna, hoje o mercado conta com várias opções de alimentos integrais, mas nem todos possuem uma boa porção desse nutriente.  O ideal é que haja a proporção de 3 gramas de fibras a cada 100 gramas do produto.
  6. Colesterol: Independentemente da quantidade de alimentos consumidos diariamente, o consumo diário de colesterol não deve passar de 300 miligramas. O excesso pode colaborar para o aumento do LDL, resultando em um fator de risco para o infarto.