Você sabe como diagnosticar a tireoide?

Dra. Rosita Fontes, endocrinologista do Frischmann, fala sobre os problemas mais comuns e explica quando é preciso ficar atento.

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As doenças na glândula tireoide têm sintomas comuns e podem aparecer tanto em homens quanto em mulheres a qualquer época da vida.
Uma tireoide saudável é sinônimo de equilíbrio dos hormônios essenciais para o metabolismo e para a manutenção das funções do organismo, e é por isso que a Dra. Rosita Fontes alerta sobre a importância dos cuidados com essa glândula.
A melhor maneira para cuidar da saúde da tireoide, segundo a especialista, é fazer avaliações periódicas. Assim é possível identificar as principais disfunções, como o hipotireoidismo (diminuição da produção de hormônios) e o hipertireoidismo (aumento da produção de hormônios). Sem um diagnóstico adequado, podem evoluir e levar a alterações em todo o funcionamento do corpo.
A investigação é feita a partir do exame de sangue chamado dosagem de TSH, conforme indicação médica. Os especialistas recomendam esse exame rotineiramente depois dos 35 anos e para quem tiver fatores de risco, como o bócio (aumento da glândula) e histórico familiar.
A tireoide também pode apresentar nódulos, e para encontrá-los, basta fazer o autoexame. “Em frente a um espelho, tome goles de água com a cabeça inclinada para trás. Abaixo da região referente ao pomo de adão, pode-se visualizar a tireoide subir ao engolir e descer no relaxamento. Caso se verifique algum ressalto ou nódulo, o endocrinologista deve ser procurado”, orienta a médica.
A especialista alerta para as situações em que a investigação é mais importante: em recém-nascidos com o teste do pezinho, em pessoas acima dos 35 anos (principalmente mulheres) e quando há suspeita de alteração da função tireoidiana, conforme a avaliação do médico. Ela ainda recomenda que qualquer medicamento que contenha hormônio tireoidiano só seja utilizado com autorização médica, e que se o exame TSH apresentar uma disfunção, o endocrinologista poderá pedir outros testes para verificação de cada caso.
A Dra. Rosita finaliza ressaltando que o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais e que seu médico sempre deve ser consultado em caso de dúvidas.